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Chihiro e seus pais em cena do filme “A viagem de Chihiro”. Fonte: Studio Ghibli

Tá todo mundo virando desenho. Não é loucura nem feitiçaria, é apenas Inteligência Artificial transformando todos em personagens do Studio Ghibli.

Ao utilizar descrições cuidadosas e detalhadas, consigo gerar imagens que imitam o estilo visual dos filmes, com o uso de cores, luzes e composições que remetem aos elementos visuais conhecidos do Studio Ghibli.

Se você vive no Brasil e frequenta redes sociais já deve ter percebido que a nova moda é postar foto de animação. E por mais que cada internauta publique imagens com suas próprias características, todos os desenhos tem algo em comum: o estilo do traçado de ilustradores do Studio Ghibli.

Hayao Miyazaki é cineasta, roteirista escritor e é um dos responsáveis pelo pelo Studio Ghibli, do qual também é diretor. Em 2024 Miyazaki recebeu Oscar pela direção do filme de animação “O Menino e a Garça”.

E esse não é o primeiro do cineasta que também foi premiado em 2003 por melhor filme animação com o longa “A viagem de Chihiro”.

Desde o dia 25 de março o estilo desenhístico do estúdio japonês caiu no gosto dos brasileiros e tem ocupado a linha do tempo das redes sociais mais populares como Instagram e Facebook. Fotos de pessoas comuns, celebridades, políticos e até cenas famosas do cinema e teledramaturgia já entraram para a “trend”.

Estilo Studio Ghibli

Mas o que muitos internautas talvez não saibam é que essa tudo isso só está sendo possível por causa do trabalho de décadas que tem por trás do o cineasta que já demonstrou seu descontentamento em ver programas de Inteligência Artificial “produzindo” arte.

A repercussão das imagens fez surgir na internet matérias sobre as produções do Studio Ghibli, tutorias de como transformar fotografias em desenhos e críticas feitas por jornalistas, fãs da produtora e principalmente por ilustradores que acusam a empresa de IA por plágio. Entenda:

A respeito da geração das imagens, consultamos o próprio ChatGPT.

A Inteligência Artificial respondeu que para criar imagens no estilo do Studio Ghibli, utiliza uma ferramenta capaz de gerar imagens com base em descrições textuais e que quando alguém pede uma imagem no estilo do Studio Ghibli, aplica palavras-chave que evoquem esse estilo específico.

“Eu não tenho acesso a um banco de dados exclusivo sobre Ghibli, mas ao utilizar descrições cuidadosas e detalhadas, consigo gerar imagens que imitam o estilo visual dos filmes, com o uso de cores, luzes e composições que remetem aos elementos visuais conhecidos do Studio Ghibli”. Um detalhe importante é que para conseguir gerar uma imagem usando o GPT o usuário precisa estar logado.

Ao ser questionado sobre direitos autorais o GPT respondeu que não paga nada ao Studio Ghibli porque, segundo o Chat, as imagens criadas não são cópias ou reproduções exatas do trabalho do estúdio e que tudo acontece dentro dos limites da lei de direitos autorais.

“Em relação a compensações financeiras, como a DALL·E e outras ferramentas de IA não têm permissão para acessar conteúdos com direitos autorais de estúdios, elas não pagam royalties ou repassam recompensas financeiras a nenhum estúdio ou criador específico, incluindo o Studio Ghibli. As imagens geradas são compostas por elementos que imitam estilos e influências amplamente conhecidos, mas não são cópias diretas de obras existentes”.

Na contramão da Inteligência Artificial a produtora japonesa Sato Company anunciou recentemente o festival GhibliFest. De acordo com a publicação feita no Instagram da empresa, os principais filmes do Studio terão exibição no Brasil em breve. E pontuaram: “Com a Sato Company, o que você vê é original, licenciado e 100% verdadeiro”.

Entre as animações já anunciadas estão “A viagem de Chihiro”, “Meu amigo Totoro” e “O serviço de entregas da Kiki”.

Veja a seguir os trailers de dois dos filmes anunciados:

A viagem de Chihiro (2001)

Meu amigo Totoro (1988)

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