Análise da Reportagem “Rio de Janeiro vai sediar o Enancib em 2025 com organização do PPGCI-Ibict/UFRJ” sob a Ótica da Teoria Matemática e Teoria Sistêmica da Comunicação.
O Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação (Enancib) é o principal evento desta área no Brasil e terá a sua 25ª edição realizada no Rio de Janeiro. O evento será organizado pelo PPGCI-Ibict/UFRJ (Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação – Ancib.
O evento, que será realizado entre os dias 3 e 7 de Novembro de 2025 terá como tema central “Informação, Decolonialidade e Direitos Difusos para o Desenvolvimento Sustentável”. Este tema visa aprofundar a discussão sobre as ligações entre a informação, o reconhecimento de formas variadas de conhecimento e também a defesa dos direitos coletivos. A reportagem em questão foi publicada no site gov.br com objetivo de informar ao público de interesse e divulgar a próxima edição do evento.

Onde se encaixam as teorias da comunicação?
De acordo com a Teoria Matemática da Comunicação de Shannon e Weaver, a transmissão da informação e realizada em três partes (codificação pelo emissor, transmissão por um canal e decodificação pelo receptor) e deve visar a clareza e a eficácia desta depende principalmente da minimização do ruído (seja este seja sonoro, contextual, semântico, ou de canal. Ruído é a definição de qualquer interferência que pode ocorrer ao longo do processo comunicacional).
Aplicando esta ótica sobre a reportagem em questão, o emissor (Ibict/PPGCI-UFRJ) codifica uma mensagem (anúncio do Enancib 2025 incluindo o local, organizadores e tema) através de um codificador (neste caso o navegador utilizado para a pesquisa ou a conexão à internet). Essa mensagem é transmitida por um canal de comunicação (o site gov.br) e idealmente será decodificada pelo receptor (o público leitor) através de sua capacidade de interpretação e compreensão deste conteúdo.
Por estar altamente contextualizada no ambiente acadêmico, o público-alvo desta reportagem tende a ser engajado e buscar informações sobre a área. Como a publicação da reportagem foi realizada em um site oficial e governamental, traz confiança e legitimidade das informações para seu público e a linguagem da reportagem é clara, direta e objetiva, comumente vista em sites oficiais. Não há indícios de erros gramaticais ou sintáticos que pudessem distorcer a mensagem, a estrutura padrão de notícia contribui para a baixa possibilidade deste tipo de ruído.
A parte da interpretação da mensagem pelo receptor, neste caso, é onde há mais espaço para surgimento de ruídos. Por exemplo, a presença de siglas para nomes das instituições e até do próprio evento, podem causar desinteresse por falta de atenção do leitor ou até por falta de familiaridade com a área de conhecimento. As mesmas denominações poderiam trazer dificuldade para interpretação de um público cultural diferente, com aqueles que são fluentes em outro idioma que não o Português Brasileiro. Porém, pelo canal de comunicação ser domínio do governo nacional brasileiro, o público costuma ter esta mesma nacionalidade.
Para melhor compreender a ótica da Teoria Sistêmica da Comunicação em relação à reportagem em análise, imagine o Enancib 2025, um grande encontro de pessoas que estudam informação, como se fosse um corpo humano. Ele tem várias partes que trabalham juntas, como os organizadores que planejam tudo, os pesquisadores que trazem suas ideias e um tema principal que une a todos. Todas essas partes se comunicam por meio de palestras e debates, buscando um objetivo claro: fazer a área da Ciência da Informação crescer, trocando conhecimentos e aprendendo uns com os outros.
Esse encontro tem um começo e um fim bem definidos, acontecendo em um lugar e tempo específicos, focados em um tema único: a informação e desenvolvimento. Para funcionar, o encontro precisa de “combustível”, que são os artigos e as inscrições das pessoas. Dentro do evento, esse “combustível” é transformado em apresentações e discussões que, no final, geram novos conhecimentos, ideias, união e colaboração entre pesquisadores, que são como “produtos intelectuais” entregues ao mundo.
Tudo isso não se completaria sem um retorno (ou feedback) mesmo que indireto. Se as pessoas desfrutam das palestras e dos debates, e se estes trazem os resultados esperados e expectativas geradas ao longo do seu planejamento, isso ajuda a organizar os próximos encontros ainda melhor. Esse retorno é importante para que o Enancib aprenda e se adapte, garantindo que continue sendo um evento relevante e que contribua sempre para o campo da Ciência da Informação.
Referências bibliográficas
BARBOSA, Everton Rodrigues; VIEIRA, Angel Freddy Godoy. Contribuições da Teoria Sistêmica para a Ciência da Informação: subsídios para o planejamento e gestão de Sistemas de Recuperação da Informação. 2020.
BRASIL. Gov.br: Página inicial. Brasília, DF. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br. Acesso em: 14 jun. 2025.
IBICT. Rio de Janeiro vai sediar o Enancib em 2025, com organização do PPGCI-Ibict/UFRJ. Brasília, DF: Ibict, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/ibict/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2024/novembro/rio-de-janeiro-vai-sediar-o-enancib-em-2025-com-organizacao-do-ppgci-ibict-ufrj. Acesso em: 14 jun. 2025.
SHANNON, Claude. A Mathematical Theory of Communication. The Bell System Technical Journal, 1948.
