Em um País tal como o Brasil, onde infelizmente ainda se encontra um acesso desigual na área da informação, é causado devido a pouca demanda de livros disponíveis em lugares onde já costuma haver desigualdade social em outros contextos, assim são encontrados principalmente em periferias, comunidades rurais e regiões vulneráveis. Causando de fato uma dificuldade crucial para tal população poder obter conhecimento na área da educação.
Contudo e necessário por em aberto a importância da inclusão literária pelo seu acesso qualitativo ao conhecimento, à cultura e à cidadania juntamente pelo seu objetivo de promover o desenvolvimento critico, ampliar o repertório cultural e favorecer a falar linguística do indivíduo. Dessa forma criar oportunidades para que todos possam se expressar, compreender o mundo ao seu redor e reivindicar seus próprios direitos e algo fundamental. Projetos de bibliotecas comunitárias, escolas com espaço de leitura, ações de mediação literária e clubes do livro são exemplos de práticas que fortalecem essa inclusão. Porém, também se tornar importante garantir que os livros sejam diversificados, acessíveis e representativos atendendo em amplos fatores de vivência, etnia, identidade e realidade social.
A biblioteconomia tem papel crucial nesse processo, em si ela se tornar responsável por habilitar bibliotecários e agentes de leitura em atuar como pontes entre o livro e o leitor, organizando acervos, promovendo eventos e criando estratégias para que todos se sintam acolhidos no universo da leitura. Portanto a iniciativa desses projetos começam muitas vezes por parceria coletiva, ONGs ou universidades, que cria e mantém uma biblioteca voltada para uma comunidade.
Em relação ao processo da ciência da informação representada através da biblioteca e todo seu significado na área do conhecimento, tem em destaque a teoria crítica que oferece uma perspectiva sociopolítica que estabelece além da organização técnica da informação, uma proposta de instrumento de poder, cidadania e transformação social. Com isso, fica evidente sua conexão com a proposta de um ambiente literário em comunidades e periferias, pois carrega a missão de democratizar o acesso à informação e promover a inclusão social.
A biblioteca comunitária tal como a teoria crítica parte do princípio de que informação e um direito, e não um privilégio e que juntas trabalham com a formação de sujeitos críticos, o que dialoga com a ideia crítica de que a informação deve emancipar e não apenas informar porque seu objetivo sustenta práticas alternativas, colaborativas e participativas que se liga diretamente com a gestão horizontal e comunitária de muitas bibliotecas popular, já que a teoria crítica questiona o domínio de certos discursos informacionais (acadêmicos e institucionalizados) e o objetivo da biblioteca comunitária valoriza os saberes locais, orais e populares dando assim voz à comunidade, porque sua proposta não se trata de algo apenas técnico, mas envolve educação, cultura, militância e engajamento social, assim como propõe a teoria crítica.
Em São Paulo na favela de Heliópolis uma das maiores do estado, existe um projeto literário fundado em 2005, cujo tinha o objetivo de criar um local para que a comunidade pudesse ter acesso aos livros, mais antes do seu ambiente ser construído já havia o projeto “UNAS” na escola local da comunidade onde tinha bastante adoções de livro porém o local estava ficando cada vez menor para realização dessa atividade, então a organização UNAS juntamente com o arquiteto Ruy Ohtake, criaram o projeto identidade cultural que desenvolvia uma revitalização artística dos lares, com isso surgiu em 10 de setembro a primeira biblioteca comunitária de Heliópolis.

Com os serviços prestados pelo projeto muitas pessoas passaram pela biblioteca e deixaram relatos de gratidão pelo espaço oferecido dentro da favela, já que muitos dos estudantes ou pessoas comuns para conseguir ter acesso ao local de estudo e pesquisa precisava se locomóvel do seu ambiente e ir para uma biblioteca muito longe. Assim com o passar do tempo os indivíduos que deve a oportunidade de poder rienquiser seu conhecimento através da literatura passaram a ter oportunidade melhores de se formar em uma área que tenha interesse, de se comunicar com mas facilidade dentro da sociedade, de reconhecer a importância da cultura e de usar todos esses elementos para ter uma formação critica e lutar pelos seus sonhos.
Um exemplo desse relato e a historia de Maria Aparecida Dos Santos de 53 anos, uma jornalista formada em biblioteconomia, moradora de Heliópolis que contou que durante sua formação acadêmica nunca participou de um projeto que a contasse tão fundamente quando o UNAS e que assim que começou a fazer parte dele descobriu uma vocação de cuidar do próximo de está responsável por dar chances aos que gosta de estudar e procurar uma melhoria, ela relata também que o projeto fez com que ela pudesse sair de um bolha depressiva que a pandemia do covd-19 causou para ela e que com ele passou a ter mas interesse nós assuntos da sua comunidade.

Como o bom desenvolvimento do projeto o espaço passou a ter uma limitação devido a grande demanda de pessoas deixando em aberto a importância de novas melhorias tal como reformas e amplitude. A biblioteca de Hiliópolis atualmente proporciona aulas de balé, oficina de teatro, saraus e contações de histórias para que as pessoas tenham acesso a esse tipo de lazer.
Por fim ações como está se tornar mas que importante, são extremamente necessária para a comunidade a Biblioteca é um espaço de acesso, a literatura, a pesquisa, a arte, é onde você pode ser ouvido e pode aprender a ouvir sempre, lá é também um lugar onde existe possibilidades, a equipe está sempre de prontidão para tentar te ajudar se precisar, à quem diga que é um dos projetos mais afetivos mas para a comunidade “ela é muito boa para as crianças, meu filho frequenta com meus sobrinhos, tem muitas atividades lá, tem o ballet, o teatro, se a gente precisa de alguma coisa de impressão também eles ajudam, acho que pra comunidade a biblioteca é muito importante, traz vida pra onde a gente mora” detalhou Fabiana Pereira, de 35 anos e mora em frente a Biblioteca.


Hoje a Biblioteca atende todas as idades com projetos culturais sempre envolvendo a literatura, trabalhando sempre a representatividade, a ancestralidade e a diversidade, já que acreditamos que os livros são viagens multiversos, reais, utópicas e até heterotópicas, caminhando sempre com nosso princípio tudo passa pela educação. Pois, a biblioteca traz o significado de ambiente educativo da área da informação.

Referêcia: https://www.unas.org.br/single-post/mais-que-um-espaco-cultural-biblioteca-transforma-vidas-em-heliopolis
