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Sophia Caetano

Mac é cantor e compositor desde muito pequeno. Saiu de Campestre, no interior de Goiás, indo para Goiânia em busca de se tornar um grande artista brasileiro. Com diversas composições de sucesso para cantores como Kevi Jonny e Mari Fernandez, Mac hoje é backing vocal do cantor Zé Felipe, estando presente em todos seus shows e vem ganhando muito reconhecimento.

Quando se tornar um artista começou a ser um sonho seu? Quando você começou a torná-lo real?

Se tornar um artista é algo que eu sonhei desde que eu me entendo por gente. A minha mãe mesmo sempre me contou que quando eu era pequeno eu sempre falava pra ela que eu ia ser cantor, né? Então assim, desde quando eu realmente comecei a entender as coisas, meu sonho sempre foi ser artista. Eu acredito que comecei a tornar esse sonho real por volta dos 14 anos, que foi quando eu realmente comecei a ir pro mundo, a correr atrás, de escrever e de compor, de fazer participações em botecos, barzinhos e em eventos da cidade.

Quanto tinham eventos em Campestre, o meu pai sempre pedia para a galera me colocar para participar. Lembro que abriu um barzinho uma vez que tinha show ao vivo, e eu consegui cantar lá. Às vezes pra família também, reuniam em casa e falavam “faz um show aí pra gente”. E foi aí que eu comecei a ver que, cara, eu quero muito isso aqui para minha vida, sabe? Então acho que foi isso, mais ou menos, ser artista é algo que sempre esteve dentro de mim e eu comecei muito novo mesmo a ir atrás desse sonho.

Qual foi sua maior conquista até esse momento da sua carreira?

Eu acredito que eu tive muitos momentos lindos na minha carreira, apesar de não ser pouco tempo mas por eu ser muito novo ainda, acredito que tem muita coisa para acontecer. Mas eu vivi várias coisas que foram incríveis, igual hoje, hoje eu faço back [vocal] para um dos maiores artistas do Brasil, que é o Zé. Fiz shows fora do país, fui para Portugal, fui para Europa fazer show, cantei no carnaval. Então é muito difícil eu mensurar qual foi a maior conquista da minha carreira como artista. Porque para mim tudo é muito grandioso, sabe? Tudo é magnífico, eu olho para tudo isso e eu fico, cara, isso é muito muito massa! Porque ontem eu era um moleque que tava lá no interior, em uma cidade de 5 mil habitantes e morando na roça, e do nada hoje eu tô cantando para 60 mil pessoas. Então acho que o mais grandioso da minha carreira em si é toda a trajetória, sei que é meio controverso, mas eu vejo assim.

Como você descreveria a indústria musical no Brasil hoje?

Eu vejo que a indústria [musical] brasileira tem muitos prós e muitos contras, assim como tudo na vida. Acredito que a internet hoje te possibilita muitas coisas, e acho que ela deu uma revolucionada na indústria musical. Porque antigamente era muito diferente, vamos supor, para aparecer você precisava ir em um programa de TV. Então para você conseguir uma exposição era na TV, na rádio. E hoje qualquer pessoa que tenha um celular cria uma conta em um aplicativo, no TikTok ou no Instagram, e ele conhece expor o seu talento e a sua arte, e acho que com isso mudou muito a indústria. Era algo que era mais restrito e hoje é muito mais amplo, com essa gama de artista que surgem todos os dias. O mercado se abriu realmente para novos talentos porque hoje ficou mais fácil o acesso a visibilidade. E ao mesmo tempo que isso é bom por um lado, às vezes é ruim por outro. As músicas hoje em dia não são mais como antigamente, a maneira de como consumir música também mudou muito.

Antigamente uma pessoa lançava uma música e essa música era ouvida o ano inteiro. E dependendo do artista hoje, ele lança uma música e ela dura um mês ou dois meses. E acho que isso vem muito dessa nova geração, que a gente tá acostumado com tudo muito rápido, justamente com o fato de que muita informação chega na gente. E acredito que a indústria musical brasileira tem muito para evoluir ainda, em vários quesitos. Se você for comparar shows aqui no Brasil com shows lá fora, é totalmente diferente, com questão principalmente de estrutura. A gente costuma falar que a galera de lá faz espetáculo, o que é diferente dos shows que a gente faz aqui. Mas eu acredito que a indústria e a galera da cena tá aos poucos vendo isso e procurando melhorar esses shows para que a gente possa entregar com mais qualidade para o público.

Quais são as suas maiores influências na música brasileira e internacional?

Quem conhece a minha história sabe que eu tenho uma identificação muito grande com o Hungria. Desde quando eu era criança eu sempre escutei Hungria. E foi um cara que me moldou muito, não só como artista, mas como pessoa também, por conta da história dele. Então acho que hoje no Brasil o Hungria é muito referência para mim. Tem outros artistas que sou muito fã também, tipo o Livinho, acredito que ele também é uma referência vocal que eu gosto muito e que tem uma boa desenvoltura de palco também, né? Acho que ele é o que chega mais próximo de um artista realmente completo, que canta, que dança e que interpreta. Ele é muito massa.

E de internacional, musicalmente falando, sempre gostei muito do Chris Brown, justamente pelo artista, pelo que ele passa nos shows. O cara é um “showman”, né? Um cara que entrega muito, que consegue envolver o público, e que o show dele é um espetáculo a parte. Tudo que ele faz no palco eu acredito que é o que torna ele grandioso e uma referência para vários artistas.

O que você considera indispensável para poder seguir uma carreira como cantor e compositor?

Determinação. É um meio que você precisa ser muito determinado. Você precisa de coragem, essa vida ela tem seu preço. Quando você fala de ser artista, você fala de não ter morada. Artista um dia tá aqui, outro dia tá ali. Você vê sua família hoje e vai ver eles de novo daqui um mês, daqui dois meses. Você perde momentos incríveis. Eu muitas vezes abri mão de estar com a minha família em momentos especiais porque tava na rua, correndo atrás, fazendo shows. No sentido de música e cantar, tem que procurar estudar, né? Tem que procurar sempre evoluir em tudo o que você faz. Mas acho que o mais difícil mesmo na vida do artista é isso, é o preço que o artista paga na sua vida pessoal por ser um figura pública para poder levar a alegria para as pessoas e acaba perdendo esses momentos com a família.

Você utiliza das suas experiências pessoais nas suas composições?

Muito, muito. Como tem vários estilos musicais, cada um pede algo. Por exemplo, quando eu vou escrever rap, é muito vivência. Acho que no rap você não escreve uma música, parece que é um diário seu ali que você escreve sobre a sua vida, sobre momentos que você viveu. Por isso que eu amo o rap, porque eu consigo me expressar, consigo passar a minha verdade, as minhas vivências em forma de música, de melodia, em forma de rima. O sertanejo, eu componho sertanejo também. E por ter esse lado emocional, de sentimento, de amores que não deram certo e de amores que deram muito certo. Então você acaba inserindo um pouco de experiências que você teve ao longo da vida ali na hora de compor a música.

Qual das suas composições lançadas é a sua favorita?

É engraçado assim. Não foi a composição de maior sucesso, mas é uma das que eu mais amo. É a com o Kevi Jonny, que chama “Se eu fosse um cantor”. Eu acho essa música muito linda. Ela é totalmente fora do padrão que a galera escuta hoje, e nela tem muito isso de sentimento, de verdade. Acho que é a composição favorita que eu tenho no momento.

E das composições que você lançou com você cantando, qual é a sua favorita?

Das minhas músicas eu acredito que seja “Eu venci o mundo”. Foi a minha primeira música lançada. Ela teve um marco muito grande na minha vida porque foi uma música que me abriu muitas portas e que me inseriu realmente no meio.

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