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Foi no ano de 1922, com a construção de uma igreja destinada às festas religiosas, onde permanece um cruzeiro como marco inicial, localizada na Praça da Matriz, que se fundou o povoado de Capelinha. Com o passar do tempo, o nome foi alterado para Aparecida e, por um breve período, para Goialândia, por situar-se entre Goiânia e Hidrolândia, até finalmente se tornar a tão amada Aparecida de Goiânia.

Foto: Jhonney Macena
No dia 14 de Novembro de 1963, após 41 anos, Aparecida torna-se município. O cenário de uma cidade vazia e pouco movimentada iria mudar em alguns anos, projetos de loteamento foram postos em prática e atraíram muitas pessoas pelos preços acessíveis e pela proximidade com a capital goiana.
O crescimento populacional da cidade em sua história é vertiginoso, saindo de 7 mil habitantes na década de 1970 para aproximadamente 600 mil, de acordo com estimativas do IBGE. Entre 2010 e 2022, Aparecida de Goiânia ocupou a 2ª colocação do estado e a 40ª no ranking nacional de maiores índices de crescimento, com cerca de 15,8% de acordo com o IBGE e o Instituto Mauro Borges (IMB).

Fonte: Censo de 2022 do IBGE, Disponível em https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/
Outro marco importante para o desenvolvimento da cidade foi a criação da BR-153, principal via de ligação dos centros econômicos de norte a sul do Brasil. Devido à sua localização estratégica, tornou-se alvo de investimentos de empresas e indústrias. Baseado em dados do IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) teve um aumento de 192% em 12 anos, tornando Aparecida a 3° maior economia de Goiás e a 80° do país, chegando a R$16,9 bilhões.

Fonte: Ranking do ano de 2021 do IBGE, Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/go/aparecida-de-goiania/pesquisa/38/47001?tipo=ranking&ano=2021
Com início na gestão do Norberto Teixeira, atualmente o município conta com 8 pólos industriais e empresariais, além do Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (DIANOT) e o Polo Aeronáutico Antares que estão em processo de implantação. Para Benjamin Vilela, professor de Geografia especializado em dinâmica territorial pela Universidade Federal de Goiás e morador de Aparecida, essa atração está diretamente ligada à ações políticas, como incentivos fiscais e doações de terrenos e ainda reforça os impactos que ainda serão gerados:
“Projetos como incentivos e o projeto do aeroporto de cargas incrementarão ainda mais a dinâmica logística do município”, defende.
As mudanças acarretadas por esses investimentos não ficaram apenas nos números. Houve melhorias na segurança, aumento nas ofertas de empregos na região, escolas melhores e melhores condições de moradia mudaram o panorama de uma cidade dormitório, cidade que as pessoas tem que sair para trabalhar e estudar, para uma nova dinâmica urbana, com áreas que se tornam centro de atividades econômicas, moradia e serviços, como diz o professor Benjamin Vilela:
“Com todas as mudanças, a cidade deixa de ser uma cidade dormitório e passa a desenvolver novas centralidades na região”.
Os processos de infraestrutura da cidade estão cada vez mais desenvolvidos. Na área da saúde Aparecida de Goiânia conta com Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP), o 4º melhor hospital público do país segundo a consultoria IntelLat.
No setor educacional, o município também conta com 78 escolas municipais, mais de 30 Centro Municipais de Educação Infantil (CMEIs), além da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal de Goiás (IFG) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), mostrando a força de Aparecida em prover o melhor para sua população.

Foto: Enio Medeiros.
Assim, Aparecida de Goiânia completa 62 anos de emancipação reafirmando seu papel estratégico no desenvolvimento de Goiás e mirando novos avanços econômicos e sociais.
