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A Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, é o maior torneio de futebol de base no planeta. A competição teve sua primeira edição em 1969 e teve a participação somente de equipes paulistas.
Com o passar dos anos, o torneio foi crescendo e incluindo cada vez mais times. A edição de 2026 começa no dia 2 de janeiro e contará com 128 times divididos em 32 grupos sediados em cidades do estado de São Paulo. A grande final será no estádio do Pacaembu no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo.
Como surgiu a Copinha?
A Copa São Paulo de Futebol Júnior começou em 1969, inicialmente com o nome de Taça São Paulo de Futebol Júnior, a mudança de nome só veio a acontecer em 1981.
O torneio surgiu como uma ideia da Prefeitura de São Paulo para celebrar o aniversário da cidade. Por ser em janeiro, os times profissionais estavam de férias, assim, a prefeitura viu a oportunidade de divulgar o futebol de base e simultaneamente entreter a população com um evento do principal esporte do país.
A primeira edição foi disputada no Centro de Lazer da Vila Manchester por apenas 4 times: Palmeiras, Corinthians, Juventus e Nacional – todos da cidade de São Paulo. O campeão daquela edição foi o Corinthians.
Rapidamente o torneio ganhou popularidade e a partir de 1971 começou a receber times de outros estados.
Desde então, a Copinha passou a ser uma competição muito admirada por clubes, jogadores e torcedores. Times de todos os cantos do Brasil buscam estar no torneio, o que é comprovado em histórias como a do Picos, time do Piauí que viajou 2,4 mil km e passou o réveillon no ônibus para jogar a edição de 2025 — o Picos é só um entre tantos casos.
Jogadores de destaque na Copinha
Os principais atletas do Brasil, em sua maioria, jogaram e se destacaram na Copinha. Nomes como Kaká, Neymar e Vinícius Júnior, jogaram o torneio mas não foram coroados com o prêmio de melhor de suas respectivas edições – evidenciando o quão disputada é a competição.
Entre os que já foram eleitos “Craques da Copinha” se destacam nomes como Lucas Moura, jogador que já foi destaque da seleção brasileira profissional; Paulo Henrique Ganso, bicampeão da Copa Libertadores da América; e Endrick, vendido para o Real Madrid aos 16 anos por valores que podem chegar a 72 milhões de euros (cerca de 400 milhões de reais na cotação da época).

Times Goianos na Copinha
A edição contará com 4 equipes do estado de Goiás: Trindade, Guanabara City, Goiás e Vila Nova.
|
Times |
Vila Nova |
Goiás |
Trindade |
Guanabara City |
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Melhor desempenho |
Quartas de final |
Vice-campeão |
Terceira fase |
Estreante no torneio |
O Trindade chega para a disputa da Copinha como atual campeão goiano sub-20 e estará no grupo de Corinthians – maior campeão do torneio – XV de Jaú-SP e Luverdense-MT. O Tacão conseguiu o título estadual após eliminar Atlético Goianiense e Goiás na fase de mata-mata e vencer o Guanabara City na final.
O Guanabara City chega como atual vice-campeão goiano e estará no grupo do Vasco da Gama, 19 FC de Ribeirão Preto e Velo Clube-SP. O time agora conta com Matheus Bahia, campeão e artilheiro do último Campeonato Goiano sub-20 quando jogava pelo Trindade. O atacante declarou os objetivos do time no torneio: “Nosso objetivo é primeiro fazer bons jogos na primeira fase para se classificar e assim um passo de cada vez”. Matheus ainda relatou que a equipe começou a preparação cerca de um mês e meio antes da disputa.
O Goiás finalizou o ano do sub-20 com o título da Copa Goiás em cima do Vila Nova no CT Vila do Tigre e tem em Hygor Samuel, nascido em 2009, um dos seus principais destaques.
Apesar de boas campanhas, tanto na Copa Goiás como no Campeonato Goiano, o Vila Nova sub-20 acabou o ano de 2025 sem títulos, mas chega com boas expectativas para o torneio. O Tigrão conseguiu a classificação via convite, após a desistência do Flamengo.
O tradicional Atlético Goianiense não disputará o torneio em 2026. O time não se classificou por desempenho nos torneios estaduais e nem buscou o convite da Federação Paulista. Em entrevista ao Mais Goiás, o presidente do time, Adson Batista, comentou a decisão e respondeu se há algum prejuízo em ficar de fora: “Prejuízo é passar vergonha, nossa safra é muito ruim. Vamos reformular tudo e melhorar o departamento”

A experiência da Copinha
Por ser um torneio extremamente midiático, a Copinha mexe muito com as emoções tanto de jogadores como também de torcedores.

Pedro Jubran, torcedor que já acompanhou a competição presencialmente, deu sua opinião sobre a experiência de um espectador: “Você consegue ver o início de muita gente, consegue estar de olho na base do seu clube ou dos outros também para pensar: ‘esse moleque é bom’. É muito legal de ver, mesmo que às vezes a conquista do torneio não seja o mais importante, o mais importante é desenvolver os atletas. A qualidade dos jogos é boa, principalmente nas fases finais. É muito legal também que quando uma cidade é sede da Copinha, movimenta toda a cidade.”
Julio Lima, outro torcedor, contou sua parte favorita como torcedor no estádio: “Assistir novas estrelas do nosso país é sensacional, e muitas vezes o primeiro contato desses atletas com a pressão de decidir um torneio na frente da sua torcida acontece lá.”
Matheus Bahia, atacante do Guanabara City comentou se jogar um torneio com essa magnitude dá uma motivação a mais para os jogadores: “Claro, penso muito nisso, a Copinha muda vidas, essa será a Copinha da minha vida, não só a minha como de muitos atletas do mesmo pensamento.”

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