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As feiras livres na cidade de Goiânia têm uma longa história de existência. Uma das mais tradicionais delas, a Feira Hippie, tem seu início datado na década de 1960. Por outro lado, existem diversas feiras bairristas que compõem o cotidiano de uma vizinhança: muitas delas não têm um nome oficial ou a data exata de seu início e muito menos um grande reconhecimento regional como outras feiras têm. Elas apenas se transformaram em um ponto sociocultural através da persistência e duração dentro dos bairros goianienses.

A Feira Hippie é, atualmente, a maior feira da capital goiana. Segundo o site da Prefeitura de Goiânia, “alguns hippies expunham suas peças no Mutirama, migrando em seguida para a Praça Universitária, depois para a Praça Cívica até se fixarem na Praça do Trabalhador”, onde se encontra hoje com 6.884 feirantes cadastrados. Além da Feira Hippie, outras também se destacam pelo seu tamanho e importância cultural, como a Feira da Lua, do Cerrado e a do Sol.

Essas principais feiras estão localizadas nos arredores de Goiânia, através do link: https://mariavitoria646.github.io/FeiraGYN/ você terá acesso a localização, dias, horários de funcionamento de cada uma e descobrindo qual feira está mais próxima de você.

Em entrevista com Suellen de Souza, feirante há 11 anos na Feira da Lua, aos sábados, e há 5 anos na feira localizada no setor Jardim Nova Esperança, às quartas-feiras, ela relatou:

a cultura de ir a feiras aqui em Goiânia existe há muitos anos. Eu lembro de acompanhar meus pais, que também eram feirantes, aos domingos de manhã e sábados e tinha muitas pessoas, faziam até a compra do mês de verduras nas bancas, tinham muito mais pessoas antigamente do que hoje em dia.

A feirante também ressaltou sobre como as feiras de bairro estão deixando de ter movimento pelos moradores do local e como isso afeta negativamente o comercio e a cultura regional, ela diz:

“É fácil ver que a Feira da Lua tem muito mais movimento do que a Feira do Nova Esperança, tá localizada em um bairro de rico, é mais organizada e maior, já no Nova Esperança não, os que vão são velhos moradores e antigos clientes, esse pessoal mais novo está preferindo os supermercados e shoppings” e finalizou dizendo: ” Eu defendo a cultura de ir a feira, qualquer uma, ir lá, comer alguma coisa das barracas, comprar roupas, verduras até bugigangas que vão de pano de prato a capinha de celular. Mas defendo mais ainda ir nas feiras de bairro, isso ajuda tanto os feirantes e o bairro todo.”.

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