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A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 22 de agosto, revelou que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), aparece com o maior índice de aprovação entre os oito estados analisados. Segundo o levantamento, 88% dos eleitores goianos aprovam sua gestão, o maior índice registrado na pesquisa. O estudo foi realizado entre os dias 13 e 17 de agosto, com 1.104 entrevistas em 52 municípios goianos. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A desaprovação ao governo Caiado permanece em 9%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não opinar.

Além de Goiás, o estudo contemplou os estados da Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul, que juntos representam cerca de 66% do eleitorado nacional. A Quaest comparou a gestão do governador de Goiás com outros líderes estaduais:
- Ratinho Júnior (PR) 84%
- Tarcísio de Freitas (SP) 60%
- Jerônimo Rodrigues (BA), 59%
- Eduardo Leite (RS) 58%
- Romeu Zema, 55%
- Raquel Lyra (PE), 51%
- Claudio Castro (RJ), 43%
Governo Lula
A mesma pesquisa também mediu a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados mostram que 46% dos entrevistados aprovam sua gestão, enquanto 51% desaprovam. A margem de aprovação e desaprovação subiu de 28% para 33% desde fevereiro, e a diferença entre os dois é a menor registrada desde janeiro.

Segundo os dados, a melhora nos indicadores foi puxada principalmente pelo Nordeste, onde Lula alcançou 60% de aprovação e viu a desaprovação cair para 37%. Também houve avanço entre beneficiários do Bolsa Família, com 60% de aprovação, e entre eleitores com 60 anos ou mais, cuja aprovação subiu para 55%. Por outro lado, o presidente ainda enfrenta forte rejeição em regiões como o Centro-Oeste, onde a desaprovação permanece em 53%, e no Sul, com 61%.
Em Goiás, estado onde o governador Ronaldo Caiado lidera em aprovação, Lula segue com desempenho mais modesto: 33% aprovam sua gestão, enquanto 66% desaprovam, segundo o recorte regional da pesquisa.
A Genial/Quaest também identificou que a queda nos preços de itens da cesta básica e a postura do presidente diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos contribuíram para a melhora na imagem do governo. Entre os eleitores que não se identificam com nenhum dos lados políticos, a aprovação também cresceu, indicando um possível realinhamento com segmentos mais moderados.
Outros dados
O levantamento abordou ainda temas de relevância nacional. Sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, 55% dos entrevistados consideram a medida justa, enquanto 39% a classificam como injusta. Outros 6% não souberam ou preferiram não opinar.
Em relação às sanções aplicadas por Donald Trump contra Moraes, por meio da chamada Lei Magnitsky, 49% consideram injustas as retaliações, enquanto 39% as veem como justificadas. O episódio reacendeu o debate sobre soberania nacional e interferência externa em decisões judiciais brasileiras.
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre um possível impeachment do ministro Alexandre de Moraes, 46% se disseram favoráveis, 43% contrários, e 11% não souberam responder. Os dados revelam um cenário de divisão quanto ao papel do Supremo Tribunal Federal (STF), e à atuação de seus ministros em temas políticos recentes.
Enquanto o gestor goiano consolida sua posição como um dos governadores mais bem avaliados do país, o cenário nacional mostra sinais de polarização e desgaste, especialmente em relação ao governo federal e às instituições do Judiciário. A alta aprovação em Goiás contrasta com os índices mais modestos de outros estados e com a crescente desaprovação ao presidente Lula, evidenciando que a avaliação política no Brasil continua profundamente marcada por fatores regionais, ideológicos e conjunturais.
