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Um homem de 23 anos matou sua namorada e feriu sua ex-namorada com golpes de espada, no município de Edéia, em Goiás. Após discutir com sua companheira, ele utilizou a arma branca de fabricação caseira para atingir as duas vítimas. De acordo com o jornal O Hoje, após matar a primeira vítima, a namorada, ele se dirigiu até o local em que a ex trabalhava e desferiu os golpes contra a segunda vítima. A namorada morreu na hora, e a ex foi hospitalizada em estado grave, falecendo dois dias após o ocorrido.
Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um aumento constante nos casos de feminicídio, crime que foi configurado pela LEI Nº 13.104, de 9 de março de 2015, como o assassinato de uma mulher em razão de seu gênero. As estatísticas mostram uma dura realidade: a violência contra a mulher está longe de acabar. Apesar de ser algo chocante, as pessoas já o tratam como um fato banal do dia a dia.
O avanço nas políticas
O aumento nos números dos casos de violência contra a mulher reflete um cenário em que, apesar dos avanços nas políticas de proteção à mulher, as medidas tomadas não têm sido suficientes para conter a violência. No dia 11 de setembro de 2024, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4.266/23, que altera a pena para feminicídio, estabelecendo uma condenação de 20 a 40 anos de prisão, enquanto a pena para homicídio é de 6 a 20 anos. Com uma nova pena estabelecida, espera-se uma redução nos casos de feminicídio.
A intervenção
É fundamental e indispensável o investimento e a intervenção por parte dos poderes públicos, não apenas em ações repressivas, mas também em medidas preventivas. Campanhas e palestras que desconstruam o machismo são necessárias, assim como o acolhimento de vítimas e familiares de violência. No caso envolvendo Marielle Franco, que foi assassinada em 14 de março de 2018, os envolvidos no atentado que a vitimou foram presos no dia 24 de março de 2018. O processo corre na Justiça e, desde então, não foi interrompido. Nesta semana, o dono da reciclagem que comprou o carro em que os culpados estavam foi preso, suspeito de ter impedido as investigações de infrações penais envolvendo organização criminosa. Os autores do crime só foram punidos graças à sua irmã, Anielle Franco, ministra da Desigualdade Racial, que vem lutando para que os envolvidos paguem pelo que fizeram.
Casos não esquecidos
Existem casos que foram abafados e não divulgados pela imprensa, mas também existem casos que nunca foram esquecidos e tiveram consequências, como a história da modelo Eliza Samudio, morta pelo ex-namorado, o goleiro Bruno. Após a morte da modelo, o ex-goleiro foi condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio qualificado. A fama de Bruno impediu que o crime passasse despercebido pelo público, o que não acontece com muitos outros casos que ocorrem diariamente no Brasil. O caso teve um grande impacto na vida das pessoas, o que gerou um filme sobre a história, lançado no último dia 26. O filme A Vítima Invisível: O Caso Eliza Samudio tem o intuito de mostrar toda a trajetória da vida e morte de Eliza, que completou 10 anos em 2024.