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A escala de trabalho no Brasil é um tema que tem sido bastante debatido, pois envolve não apenas questões econômicas, mas também impactos sociais, psicológicos e de qualidade de vida dos trabalhadores. Em um país com um mercado de trabalho dinâmico e, por vezes, desigual, entender a organização das jornadas de trabalho é essencial para a formulação de políticas públicas mais eficazes e para a promoção de condições laborais justas.

A jornada de trabalho no Brasil

No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que a jornada padrão de trabalho deve ser de 44 horas semanais, distribuídas em 8 horas diárias de segunda a sexta-feira, com possibilidade de 4 horas extras aos sábados. No entanto, a realidade do mercado de trabalho brasileiro é bem mais diversificada, e nem todos os trabalhadores se encaixam nesse padrão.

De acordo com o IBGE (2023), 40% da força de trabalho brasileira (aproximadamente 38 milhões de pessoas) está no setor informal. Esses trabalhadores, muitas vezes, enfrentam jornadas irregulares e longas, sem as devidas regulamentações legais, o que impacta diretamente sua qualidade de vida.

Eu trabalho dentro da escala 6×1, que consiste em 6 dias trabalhados e 1 dia de folga, no meu caso, especificamente nos domingos. É uma jornada exaustiva, eu não tenho tempo para fazer outras coisas, ainda mais quando se trata do lazer. Quando chega no domingo, sou vencida pelo cansaço da semana. Eu sinto que vivo para trabalhar, o que não deveria acontecer. Uma carga horária menor mudaria muita coisa de forma positiva, tanto na vida profissional, como na minha vida pessoal.
Ana Luiza Santos, agente de CallCenter
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Carga horária reduzida e qualidade de vida

Em relação à duração da jornada de trabalho, uma pesquisa recente realizada pelo Instituto de Pesquisa DataSenado (2024) revelou que 54% dos trabalhadores brasileiros (aproximadamente 92,1 milhões de pessoas) acreditam que uma carga horária menor melhoraria sua qualidade de vida.

Os entrevistados afirmaram que a mudança da carga horária ajudaria a preservar a saúde mental, diminuindo os níveis de estresse e ansiedade. Além disso, mencionaram que também proporcionaria mais tempo para lazer e convivência familiar.

De acordo com estudos, a redução da jornada de trabalho também traria outros impactos positivos, como a redução de 25% no absenteísmo e o aumento de 15% na produtividade quando adotada de forma estratégica.

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