- Energia solar ganha espaço na UFG e reduz custos no campus - 15 de abril de 2026
A Universidade Federal de Goiás possui contratos de compra de energia elétrica junto à Equatorial Distribuidora

A Universidade Federal de Goiás, instalou conjuntos de placas fotovoltaicas e inversores para poder compensar o consumo de energia elétrica que seria comprado e pago à Equatorial com a geração local das usinas. Definitivamente não foi um processo rápido: a primeira usina foi instalada em 2015 e posteriormente mais três etapas foram necessárias, em 2018, 2022 e a última em 2024.
Inicialmente foram instalados mais de 2400 painéis fotovoltaicos, distribuídos em quatro prédios: Biblioteca Central, Centro de Aulas da Escola de Engenharia Civil, Ambiental (EECA/UFG), Centro de Cultura e Eventos e Escola de Música e Artes Cênicas (Emac/UFG). Com isso, seria possível economizar mais de meio milhão de reais por ano. Além dos painéis, a UFG também investiu em uma árvore solar, que são dez painéis solares com geração estimada média de 300 KWh/ mês.
Ginásio e Painéis Solares da Faculdade de Educação Física e Dança – FEFD/UFG, 21 de outubro de 2025. Vídeo: Raniê Solarevisky – BIGOD/UFG
Marcelo Stehling, professor da Escola de Engenharia Elétrica e também coordenador do Projeto de Pesquisa “Ações de Eficientização no Uso e na Geração de Energia Elétrica na UFG”, comenta que atualmente na UFG há 32 usinas, com 82 inversores e 13.171 módulos solares. Em valores, isso significa que se tudo estiver funcionando perfeitamente, gera uma média de economia mensal de R$154.602,85 e em um ano, cerca de mais de 1 milhão e 800 mil reais. É notório que com o aumento dos módulos solares, inversores e usinas, acontece uma redução na conta de energia elétrica que pode servir para a UFG investir em pesquisa e melhorias na infraestrutura.
A universidade ainda segue uma dica do professor. “É sempre vantajoso colocar a geração de energia próxima dos equipamentos que a consomem, pois isso diminui as perdas na transmissão da energia elétrica”. A maioria das placas solares se encontram nos tetos dos prédios e centros de aulas. Além disso, é disponibilizado um painel interativo das usinas com um relatório solar unificado, com os dados gerais do total gerado, relatórios por unidade e várias outras informações pelo sistema.
As usinas fotovoltaicas da UFG foram projetadas para atender uma parte significativa do consumo da instituição, e o excedente flui para a rede elétrica e é registrado por um medidor bidirecional. Esse excedente pode se transformar em créditos de energia (kWh), que têm validade de até 5 anos. Isso permite que a energia acumulada possa ser utilizada para compensar o consumo de energia da rede em momentos em que não há geração solar suficiente, como durante a noite ou em dias nublados, garantindo também que não seja desperdiçada.

Além dos benefícios financeiros, a instalação de painéis solares também reduz a emissão de poluentes, com potencial de gerar mais de 50% da energia consumida (5,3 MWp em 2024), a instituição evita a emissão de cerca de 698 toneladas de CO2, segundo a PROAD da UFG. Um outro importante benefício, é a diminuição da dependência de fontes fósseis, produzindo energia 100% renovável e inesgotável.
