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Campus Samambaia UFG — Uma história em concreto
Jornalismo de drone · Campus Samambaia · UFG

Uma história em
concreto

O Campus Samambaia da UFG completa mais de seis décadas. Visto de cima, o crescimento é visível — e ainda não parou.

Por Sofia Costa Goiânia, 2025 LabNotícias · FIC/UFG
role

Em 1962, a Universidade Federal de Goiás recebeu, por decreto presidencial, uma fazenda de 250 hectares na periferia de Goiânia. No local funcionava uma escola agrotécnica que havia fechado por falta de recursos. Dali nasceu o Campus Samambaia.

Hoje, o campus ocupa mais de 1.700 hectares, concentra a reitoria e a maior parte dos cursos da UFG e abriga um parque tecnológico com laboratórios que têm equipamentos únicos na América Latina. Esta reportagem mostra, com imagens aéreas captadas por drone, como esse crescimento aconteceu — da fazenda ao polo de inovação.

Todas as imagens aéreas recentes são do Banco de Imagens Goiano de Drones. Registros históricos do campus, onde indicado, são do acervo do CIDARQ/UFG.

1960
ano de fundação da UFG
1.700
hectares de campus
60+
anos de história em concreto
Vista aérea da Escola de Agronomia da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
1962 01

Escola de Agronomia — onde tudo começou

Em 1945, o governo estadual doou ao Ministério da Agricultura uma área de 250 hectares — a Fazenda Samambaia — para sediar a Escola Agrotécnica de Goiânia. A instituição fechou por falta de recursos. Em 24 de outubro de 1962, um decreto presidencial transferiu o terreno à UFG.

As condições eram precárias. Os primeiros alunos chegavam de carroceria de caminhão — quando chovia, faziam o resto a pé. Em 1964, uma greve garantiu o transporte por ônibus.

Fazenda Samambaia transferida para a UFG · 24/10/1962
Escola de Agronomia (EA/UFG), Campus Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa
Vista aérea da Escola de Veterinária e Zootecnia da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
1963 02

Escola de Veterinária e Zootecnia

Em 30 de janeiro de 1963, o Conselho Universitário autorizou os cursos de Agronomia e Veterinária. Em 1966, o presidente Castello Branco assinou a Lei nº 5.139, criando a Escola de Agronomia e Veterinária (EAV) — uma escola unificada, não duas como queriam os idealizadores.

A separação veio em 1981, quando a EAV foi dividida em Escola de Agronomia (EA) e Escola de Veterinária (EV). As duas funcionam até hoje no mesmo terreno da fazenda original.

EAV · Lei nº 5.139, 14/10/1966 · dividida em 1981
Escola de Veterinária e Zootecnia (EVZ/UFG), Campus Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa

Enquanto a EAV seguia sozinha na fazenda, a UFG crescia pelo centro de Goiânia de forma dispersa, improvisada, em prédios inadequados. Uma comissão de arquitetos e engenheiros concluiu o inevitável: a universidade precisava de um campus integrado. O professor Irineu Borges do Nascimento, da Escola de Engenharia, viajou por vários campi brasileiros em busca de referência. Encontrou-a na Universidade de Brasília.

O período era de contradições intensas. Como descreveu a professora Célia Maria Ribeiro em artigo na Revista UFG Afirmativa, foram anos de “continuidade na descontinuidade”: o regime militar investiu pesado nas universidades, mas ao mesmo tempo silenciou vozes, fechou jornais estudantis, prendeu professores e extinguiu centros de debate político. Construir o novo campus era, ao mesmo tempo, uma conquista e uma estratégia de controle.

Arthur Moreira, técnico em arquivo do CIDARQ/UFG, guarda os registros que contam essa história. Segundo ele, a decisão de transferir a universidade para o Samambaia não foi só administrativa, ela tinha um componente político. “Desde a época final de 60 pra 70 começou a expansão da UFG pra cá, porque ele [o professor Colemar] queria tirar os alunos daquele centro de Goiânia onde tinha muitos policiais e trazer pra cá, não só porque ele queria, ele foi influenciado a fazer isso por causa da ditadura. Existia muita pressão da polícia porque a manifestação de estudantes era forte no centro.”

Vista aérea do Prédio de Humanidades II da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
1971 03

Os primeiros blocos — Humanidades I e II

A pedra fundamental do Campus Samambaia foi lançada em 4 de maio de 1971, no km 12 da rodovia Goiânia-Nerópolis. As obras dos primeiros sete blocos começaram naquele ano. Em 1972, as estruturas foram inauguradas — eram os prédios que abrigariam o IMF, o IQG, o ICB, o ICHL e o Instituto de Artes. Os dois Prédios de Humanidades — I e II — fazem parte desse conjunto original e abrigam hoje a Faculdade de História, a Faculdade de Filosofia e a Biblioteca Seccional das Humanidades.

Pedra fundamental · 4 de maio de 1971
Prédio de Humanidades II, Campus Samambaia, Goiânia, 14 de setembro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
1973 04

O primeiro instituto a chegar

Em maio de 1973, o Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) foi o primeiro a se instalar no campus. Logo vieram o IMF, o IQG e o ICB. A Biblioteca Central foi inaugurada no mesmo ano, mas provisoriamente — no prédio da Faculdade de Direito, no centro de Goiânia.

A transferência não foi simples. O professor Tiettre Couto Roza, do IQG, descreveu o processo como “um martírio”: equipamentos eram transportados sem proteção, expostos a sol e chuva. A imprensa local criticou as condições. A adaptação levou anos.

Primeiro instituto no campus · maio de 1973
Vista aérea dos institutos pioneiros do Campus Samambaia, Goiânia
Vista aérea dos institutos pioneiros do Campus Samambaia — IQ, ICB e Restaurante Universitário ao fundo, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Vista aérea do Restaurante Universitário da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
Restaurante Universitário (RU/UFG), Campus Samambaia, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
1977 05

A reitoria chega ao campus

Até 1977, a Reitoria da UFG funcionava na 5ª Avenida, no Setor Universitário. Naquele ano, ela se transferiu para o Samambaia, junto com uma extensão do Restaurante Universitário. O prédio atual da reitoria só foi inaugurado em 2002, durante o mandato da reitora Milca Severino Pereira.

Reitoria no campus · 1977 · prédio atual inaugurado em 2002
Dados · Campus Samambaia · UFG · 1962–2026

64 anos de construção

Cada marco representa uma estrutura ou conjunto de obras inaugurado no campus. Toque ou passe o mouse para ver o detalhe.

* Baseado em: Jornal UFG, Revista UFG Afirmativa nº 3, Reitoria Digital UFG, SIBI/UFG, Escola de Agronomia/UFG e Parque Tecnológico Samambaia/UFG.

Campus Samambaia da UFG em 1988, Goiânia
Registro histórico · abril de 1988

O campus em 1988: os blocos originais de 1972 já estavam consolidados, a Reitoria e o Restaurante Universitário funcionavam no Samambaia desde 1977. A Biblioteca Central ainda ficava no centro de Goiânia — ganharia sede própria no campus só em setembro do ano seguinte.

Campus Samambaia, UFG, Goiânia, abril de 1988. Foto: Anatoly Kravchenko

1989 06

Biblioteca Central Prof. Alpheu da Veiga Jardim

A Biblioteca Central foi criada em 1973, mas funcionou por 16 anos num prédio provisório da Faculdade de Direito. Só em 13 de setembro de 1989 ganhou sede própria no Samambaia — 29 anos depois da criação da UFG. Hoje reúne quase 153 mil exemplares físicos e 7 mil e-books.

Biblioteca Central · sede no campus desde 13/09/1989
Vista aérea da Biblioteca Central da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
Biblioteca Central Prof. Alpheu da Veiga Jardim (BC/UFG), Campus Samambaia, Goiânia, 26 de novembro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Campus Samambaia da UFG em 1990, Goiânia
Registro histórico · 1990

Em 1990, a Biblioteca Central já havia se instalado no campus — inaugurada em setembro de 1989. O Samambaia tinha então sua estrutura acadêmica básica completa, mas ocupava uma fração do que seria décadas depois.

Campus Samambaia, UFG, Goiânia, 1990. Foto: Anatoly Kravchenko

Nos anos 2000, o campus ganhou estruturas que deixaram de ser apenas acadêmicas. Prédio da reitoria, centro de eventos, centros de aulas equipados com projetores e ar-condicionado. O Samambaia virava também uma cidade com serviços.

Vista aérea do Prédio da Reitoria da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
2002 07

Prédio da Reitoria

Inaugurado em 2002 durante o mandato da reitora Milca Severino Pereira, o prédio fica em frente à Escola de Música e Artes Cênicas. Concentra o Gabinete da Reitoria, as principais pró-reitorias e secretarias como a de Relações Internacionais e a de Comunicação.

Prédio da Reitoria · inaugurado em 2002
Prédio da Reitoria (UFG), Campus Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa
Campus Samambaia da UFG em 1992, Goiânia
Registro histórico · 1992

O campus em 1992 — mesma estrutura do início dos anos 1990. Passaria ainda mais de uma década até a próxima grande onda de construções, impulsionada pelo REUNI a partir de 2008.

Campus Samambaia, UFG, Goiânia, 1992. Foto: Anatoly Kravchenko

2008 08

Centro de Cultura e Eventos Prof. Ricardo Freua Bufáiçal

Inaugurado em 12 de dezembro de 2008, o CCE é o espaço multiuso do campus. Sedia todas as colações de grau da Regional Goiânia, o Conpeex, o Espaço das Profissões e outros eventos de grande público.

CCE · inaugurado em 12/12/2008
Vista aérea do Centro de Cultura e Eventos da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
Centro de Cultura e Eventos Prof. Ricardo Freua Bufáiçal (CCE/UFG), Campus Samambaia, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Vista aérea do Parque Tecnológico Samambaia da UFG, Goiânia
Entrada do Parque Tecnológico Samambaia com ipê amarelo em flor, Campus Samambaia, Goiânia, 14 de setembro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
2013 09

Parque Tecnológico Samambaia — o início

Em dezembro de 2013, foi inaugurado o CRTI — Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação —, primeiro prédio do Parque Tecnológico Samambaia. Com 1.704 m², o laboratório atende empresas, centros de pesquisa e o setor acadêmico. A área do Parque é de 179 mil m². Em 2017 viria o segundo prédio: a Agência UFG de Inovação.

CRTI · inaugurado em dezembro de 2013 · Parque Tecnológico Samambaia
2008–2013 10

A expansão do REUNI

O Programa REUNI, lançado pelo governo federal em 2007, viabilizou uma onda de obras no campus. Foram entregues quatro Centros de Aulas — Aroeira (2008), Baru, Caraíba e Pequi —, cada um com 29 salas e capacidade para 1.350 alunos. Novas sedes surgiram para o IME, INF, IESA, FAV, Labicom e Lapig. O Cercomp e o Ciar também ganharam prédios próprios.

Expansão REUNI · 2008–2013
Vista aérea do Centro de Aulas Baru da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
Centro de Aulas Baru (CAB/UFG), Campus Samambaia, Goiânia, 7 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Vista aérea do Núcleo Takinahakỹ de Formação Superior Indígena da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
2010s 11

Oca Indígena, Centro de Saúde e moradia estudantil

O Núcleo Takinahakỹ de Formação Superior Indígena é a única graduação em Educação Intercultural para povos indígenas do país. O Centro de Saúde do Campus atende as 40 mil pessoas da região norte de Goiânia, entre servidores, alunos e moradores do entorno. A Casa do Estudante Universitário (CEU V) ampliou a moradia estudantil no campus.

Núcleo Takinahakỹ · Centro de Saúde · CEU V
Núcleo Takinahakỹ de Formação Superior Indígena (NTFSI/UFG), Campus Samambaia, Goiânia, 14 de setembro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky

A partir de 2017, o Parque Tecnológico entrou em ritmo acelerado. Em menos de dez anos, o complexo passou de um prédio para sete — financiados por Finep, Fapeg, Petrobras e outras parcerias. Cada inauguração trouxe mais empresas, pesquisadores e equipamentos para dentro do campus.

Vista aérea da Agência UFG de Inovação, Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia
2017 12

Agência UFG de Inovação

Inaugurado em 18 de dezembro de 2017, o segundo prédio do Parque Tecnológico tem 1.555 m² e custou R$ 4,8 milhões. Sob o mesmo teto, funcionam a Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) — criada em 2013 para coordenar a política de pesquisa científica, propriedade intelectual e empreendedorismo da UFG —, o NIT/UFG, o CEI e o IPElab Unidade I. Também sedia empresas incubadas e residentes.

Agência UFG de Inovação · PRPI · 18/12/2017 · R$ 4,8 milhões
2018 13

IPElab — laboratório aberto de prototipagem

Inaugurado em dezembro de 2018 em parceria com o Sebrae Goiás e a Fapeg, o IPElab reúne impressoras 3D, fresadoras, tornos e outros equipamentos. O espaço é aberto a estudantes, inventores e empresários. Em 2019, o galpão de máquinas foi ampliado em 240 m².

IPElab · inaugurado em 20/12/2018 · UFG/Sebrae/Fapeg
Vista aérea do edifício LIFE no Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia
2020 14

LIFE — Laboratórios Integrados para Inovação em Ciências Farmacêuticas

Inaugurado em dezembro de 2020, o edifício LIFE tem mais de 2.000 m² e custou R$ 9 milhões. Reúne quatro laboratórios voltados à pesquisa farmacêutica: Farmatec, iBIOM, ToxIn e cNanoMed, todos vinculados à Faculdade de Farmácia da UFG.

LIFE · dezembro de 2020 · R$ 9 milhões
Edifício LIFE, Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa
Vista aérea da sede da FUNAPE no Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia
2020 14B

FUNAPE — sede própria no Parque

No mesmo mês de dezembro de 2020, a Fundação de Apoio à Pesquisa da UFG (Funape) inaugurou sua sede própria no Parque Tecnológico, com 1.772 m² e R$ 5,5 milhões investidos — encerrando décadas de funcionamento em espaços locados dentro do campus.

FUNAPE · dezembro de 2020 · R$ 5,5 milhões
Sede da FUNAPE, Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa

Os dois prédios mais recentes do campus, inaugurados entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, somam R$ 64,5 milhões em investimentos. O campus que começou com uma fazenda hoje tem equipamentos que não existem em mais nenhum lugar na América Latina.

Vista aérea do CEMEP no Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia
nov. 2025 15

CEMEP — pesquisa em petróleo e energia

Inaugurado em 11 de novembro de 2025, o CEMEP recebeu R$ 45 milhões, a maior parte da Petrobras. O prédio abriga equipamentos únicos no Brasil — entre eles um espectrômetro de massas de 15 tesla, capaz de analisar a composição química de petróleo e biocombustíveis — e o primeiro laboratório da América Latina para análise de isótopos agrupados de metano.

CEMEP · inaugurado em 11/11/2025 · R$ 45 milhões · Petrobras
CEMEP — Centro de Excelência em Estudos Moleculares, Energia e Petróleo, Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa
Vista aérea do Colabora+, Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia
jan. 2026 16

Colabora+ — o prédio mais novo do campus

Inaugurado em 9 de janeiro de 2026, o Colabora+ tem 1.772 m² e custou R$ 19,5 milhões, financiados por Finep e Fapeg. Foi construído em 18 meses e já nasceu completamente ocupado. Sedia o Centro de Inteligência Artificial (CEIA), o CIAP, o Centro de Empreendedorismo e Incubação (CEI) e o Centro de Competência Embrapii em Tecnologias Imersivas (Akcit).

Na inauguração, a reitora Angelita Pereira de Lima disse que o prédio “materializa quatro anos de trabalho e reafirma o papel da universidade pública no desenvolvimento social”.

Colabora+ · inaugurado em 9/1/2026 · R$ 19,5 milhões · Finep/Fapeg
Colabora+ — Centro de Inovação e Empreendimentos Tecnológicos, Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa
Campus Samambaia · Outras estruturas

O campus que o drone encontrou

Além dos prédios que marcaram a cronologia do campus, o Samambaia reúne faculdades, laboratórios, espaços esportivos e equipamentos de infraestrutura que formam o dia a dia de uma cidade universitária com mais de 40 mil pessoas.

Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
EMAC — Escola de Música e Artes Cênicas

Surgiu em 1996 com o desmembramento do Instituto de Artes, que funcionava desde 1972. Abriga a Escola de Música — uma das fundadoras da UFG, criada em 1956 como Conservatório Goiano de Música.

Campus Samambaia, Goiânia, 26 de novembro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Instituto de Artes da Cena da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
IAC — Instituto de Artes da Cena

Criado em 2025 após 17 anos de propostas. A primeira proposta de criação foi apresentada em 2008, mas só em 2025 as condições foram consolidadas. O curso de Dança, que era da FEFD, passou a integrar o IAC.

Campus Samambaia, Goiânia, 26 de novembro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Faculdade de Informação e Comunicação da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
FIC — Faculdade de Informação e Comunicação

Instalada como Facomb em 20 de agosto de 1997, após desmembramento do ICHL. Em 2013, com o REUNI, tornou-se FIC. Abriga os cursos de Jornalismo (o mais antigo, criado em 1966), Publicidade, Relações Públicas, Biblioteconomia e Gestão da Informação.

Campus Samambaia, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Labicom da FIC/UFG, Campus Samambaia, Goiânia
Labicom — Laboratórios de Comunicação e Informação

Inaugurado em 28 de agosto de 2013, o Labicom é o maior projeto laboratorial da FIC. Reúne as agências-escola Inova e Ponto e Vírgula (Publicidade), Simetria (Relações Públicas) e estruturas de produção audiovisual, pesquisa e redação.

Campus Samambaia, Goiânia, 14 de setembro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Faculdade de História da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
FH — Faculdade de História

Originada do desmembramento do ICHL, um dos institutos pioneiros instalados no campus em 1973. Hoje ocupa prédio próprio no Samambaia.

Campus Samambaia, Goiânia, 7 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Faculdade de Letras da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
FL — Faculdade de Letras

Também originada do ICHL, instalado no campus em 1973. Ocupa prédio próprio no Samambaia ao lado da FH e do CAA.

Campus Samambaia, Goiânia, 7 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Faculdade de Administração e Ciências Econômicas da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
FACE — Faculdade de Administração e Ciências Econômicas

Prédio próprio no Samambaia. Fica próxima ao CAB e ao INF, na área da expansão do REUNI.

Campus Samambaia, Goiânia, 7 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Instituto de Matemática e Estatística da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
IME — Instituto de Matemática e Estatística

Herdeiro do Instituto de Matemática e Física (IMF), um dos primeiros a se instalar no campus em 1973. Ganhou sede própria com a expansão do REUNI a partir de 2008.

Campus Samambaia, Goiânia, 14 de setembro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Instituto de Estudos Socioambientais da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
IESA — Instituto de Estudos Socioambientais

Criado a partir do desmembramento de unidades ligadas à Geografia e ao meio ambiente. Abriga o Lapig — Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento, referência nacional em monitoramento do Cerrado.

Campus Samambaia, Goiânia, 14 de setembro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Instituto de Informática da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
INF — Instituto de Informática

Prédio inaugurado com o REUNI. Fica ao lado do CAB e do FACE. Em 2012, transferiu o curso de Gestão da Informação para a FIC.

Campus Samambaia, Goiânia, 7 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Centro de Aulas Aroeira da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
CAA — Centro de Aulas Aroeira

Primeiro dos quatro centros de aulas entregues pelo REUNI, em 2008. Cada centro tem 29 salas e capacidade para 1.350 alunos simultâneos. O nome homenageia espécies nativas do Cerrado.

Campus Samambaia, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Centro de Aulas Caraíbas da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
CAC — Centro de Aulas Caraíbas

Um dos quatro centros de aulas do REUNI. Fica próximo ao IME e ao IESA, na área de expansão do campus.

Campus Samambaia, Goiânia, 7 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Ginásio e campo da Faculdade de Educação Física da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
FEF — Faculdade de Educação Física

Criada como Coordenação de Educação Física em 1978, tornou-se faculdade em 1996. O prédio foi inaugurado em 1994. A área é de aproximadamente 100 mil m² e inclui campo de futebol, ginásio, duas piscinas, pista de atletismo e quadras. Em março de 2026, voltou à denominação Faculdade de Educação Física após o curso de Dança migrar para o novo IAC.

Campus Samambaia, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Piscina da Faculdade de Educação Física da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
Piscinas da FEF

A FEF mantém duas piscinas — uma olímpica e uma infantil — abertas à comunidade por meio de projetos de extensão. Natação e hidroginástica estão entre as atividades oferecidas à população do entorno do campus.

Campus Samambaia, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Centro de Esportes da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
Centro de Esportes da UFG

Gerido pela PRAE — Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis —, atende prioritariamente estudantes de baixa renda. Conta com academia e quadra poliesportiva, com horários disponíveis também para atléticas e eventos estudantis.

Campus Samambaia, Goiânia, 15 de abril de 2026. Foto: Raniê Solarevisky
TV UFG e Fundação RTVE, Campus Samambaia, Goiânia
TV UFG / Rádio Universitária

A Rádio Universitária UFG foi inaugurada em 1965, na Alameda Botafogo. O prédio atual no Campus Samambaia abriga três estúdios com isolamento acústico, auditório para 110 pessoas e departamentos de jornalismo e produção. A TV UFG funciona sob a mesma estrutura da Fundação RTVE.

Campus Samambaia, Goiânia, 7 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Árvore Solar da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
Árvore Solar

Instalada em 5 de junho de 2018, Dia Mundial do Meio Ambiente, como símbolo do projeto UFG Sustentável em parceria com a Enel. É uma palmeira metálica de 11 metros com dez painéis fotovoltaicos, localizada entre o Centro de Convivência e a EMAC. O campus também conta com 2.440 placas solares instaladas nos telhados, inauguradas em junho de 2019.

Campus Samambaia, Goiânia, 26 de novembro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Departamento de Educação Infantil da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
DEI — Departamento de Educação Infantil

Creche universitária que atende filhos de servidores e estudantes da UFG. Fica no Campus Samambaia, próximo à FIC, FH e CAC.

Campus Samambaia, Goiânia, 7 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
LAMES da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
LAMES — Lab. de Métodos de Extração e Separação

Criado em 2003 com recursos da FINEP (CTPetro), o LAMES é vinculado ao Instituto de Química e atua em pesquisa, ensino e prestação de serviços em Química e Ciências Ambientais. Coordena projetos financiados por FINEP e CNPq com empresas dos ramos petroquímico, farmacêutico e alimentício, e captou cerca de R$ 40 milhões em 20 anos de atuação.

Campus Samambaia, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Lapig da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
Lapig — Lab. de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento

Vinculado ao IESA, é referência nacional no monitoramento do Cerrado e de pastagens brasileiras por imagens de satélite. Produz dados usados por pesquisadores, órgãos públicos e imprensa.

Campus Samambaia, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
LabTIME da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
LabTIME — Lab. de Tecnologia da Informação e Mídias Educacionais

Desenvolve soluções digitais para o ensino e produziu as plataformas AvaMEC e AvaCAPES, usadas pelo Ministério da Educação em todo o país. Já produziu cerca de 3 a 4 mil horas de programação educacional para o MEC e oferece cursos de extensão gratuitos abertos ao público.

Campus Samambaia, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
NUPEC da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
NUPEC — Núcleo de Pesquisa em Ensino de Ciências

Nasceu em 2002 como um grupo informal de alunos e professores do Instituto de Química e foi oficializado em 2004. Reúne professores do IQ, IF e ICB, além de docentes da rede básica estadual e municipal. Realiza encontros quinzenais para discutir ensino de ciências, formação docente e questões ambientais.

Campus Samambaia, Goiânia, 21 de outubro de 2025. Foto: Raniê Solarevisky
Vista aérea do CRTI — Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia
CRTI — Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação

Inaugurado em 9 de dezembro de 2013, o CRTI foi o primeiro prédio do Parque Tecnológico Samambaia. Com investimento de R$ 20 milhões de Finep, Fapeg, Sectec, UFG e emendas parlamentares, oferece dez técnicas instrumentais organizadas em quatro divisões — de microscopia eletrônica de varredura a cromatografia líquida de alta resolução. Sua gestão é compartilhada com IF Goiano, PUC-GO e UEG.

Parque Tecnológico Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa
Espaço Intercultural Indígena da UFG em construção, Campus Samambaia, Goiânia
Espaço Intercultural Indígena

Em 10 de fevereiro de 2025, a UFG lançou a pedra fundamental do novo Espaço Intercultural Indígena. Com 3.723 m² e R$ 17,8 milhões do PAC, o complexo prevê auditório para 340 pessoas, alojamento, refeitório, redário e área infantil — com conclusão prevista para julho de 2026. Ficará ao lado do Núcleo Takinahakỹ, que desde 2006 oferece a única licenciatura em Educação Intercultural para povos indígenas do país e já formou 239 professores de 27 povos em cinco estados.

Campus Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa
NDH — Núcleo de Direitos Humanos da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
NDH — Núcleo de Direitos Humanos

O Programa de Direitos Humanos da UFG existe desde 10 de dezembro de 1999. Em 2010, formalizou-se como Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa, Ensino e Extensão. Em dezembro de 2018, inaugurou sede própria no Campus Samambaia — 291 m² financiados pelo Ministério Público do Trabalho. Mantém o Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos (PPGIDH), com mestrado desde 2012 e doutorado aprovado em 2018, e reúne mais de 30 pesquisadores.

Campus Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa
CIDARQ — Centro de Informação, Documentação e Arquivo da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
CIDARQ — Centro de Informação, Documentação e Arquivo

Criado pela Resolução CONSUNI n.º 002/2010, o CIDARQ guarda a memória institucional da UFG. A sede no Campus Samambaia gerencia o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e o acervo arquivístico digital da universidade. Mantém também a Casa da Memória — um prédio de 1930, tombado como patrimônio histórico em 1982, no centro de Goiânia — onde pesquisadores e jornalistas encontram os registros mais antigos do campus.

Campus Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa
Faculdade de Artes Visuais da UFG, Campus Samambaia, Goiânia
FAV — Faculdade de Artes Visuais

Herdeira do Instituto de Belas Artes de Goiás, criado em 1960, a FAV nasceu em 1996 com o desmembramento do Instituto de Artes da UFG. Em 25 de março de 2013, inaugurou prédio exclusivo no Campus Samambaia: 4.400 m² com ateliês, laboratórios e auditório. Oferece sete cursos — entre eles Arquitetura e Urbanismo, Design Gráfico e Design de Moda — e dois programas de pós-graduação stricto sensu. Em 2015, foi eleita pelo Guia do Estudante a melhor instituição pública do país em Artes e Design.

Campus Samambaia, Goiânia, 15 de maio de 2026. Foto: Sofia Costa

Em 62 anos, o Campus Samambaia passou de uma fazenda com uma escola fechada a um dos maiores polos de inovação do Centro-Oeste. O Parque Tecnológico, que começou com um prédio em 2013, tem hoje sete estruturas — e novas obras estão em andamento. O campus que o drone vê hoje não é o mesmo de dez anos atrás. E não será o mesmo daqui a dez anos.

Faculdade de Informação e Comunicação · UFG
Reportagem: Sofia Costa · Orientação: Raniê Solarevisky
Imagens captadas com drone DJI · 2025
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