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Em 2027, o Brasil receberá a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul. O torneio acontecerá entre junho e julho e terá oito cidades-sede: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Recife e Porto Alegre.

Mas, enquanto o país se prepara para sediar o maior evento do futebol feminino mundial, a modalidade ainda enfrenta resistência em parte da sociedade brasileira.

“Como que o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo feminina, num país com uma cultura machista. A maioria das pessoas não veem (o futebol feminino) como um esporte que deveria ser visto”

– Patrícia Menezes, ex-jogadora e atual gestora do Aliança

PAÍS DO FUTEBOL… MENOS PARA ELAS

O futebol feminino é mal visto pela população durante muitas décadas, e esse desgosto pela modalidade chegou a virar lei. Durante 1941 até 1979, um projeto de lei impedia que mulheres de jogarem o esporte, por “não ser compatível a natureza de seus corpos”.

Grupos conservadores e setores médicos afirmavam que esportes de contato e os violentos, como o futebol, prejudicariam o sistema reprodutivo feminino. Defendia-se que o papel social da mulher deveria se limitar às tarefas domésticas e à maternidade.

“Até hoje ninguém ajuda, a gente fazia vaquinha para pagar viagem, pagar uniforme, era muito dificil ter bola. Essas dificuldades a gente encontra até hoje. As pessoas ainda não acreditam no futebol feminino”

– Patrícia Menezes, ex-jogadora e atual gestora do Aliança

Foto: oGol

CRESCIMENTO DO ESPORTE

Quase meio século após o fim da proibição, o cenário é outro. O futebol feminino conquistou espaço na televisão, passou a receber investimentos mais consistentes e viu surgir uma nova geração de atletas inspiradas por nomes como Marta, Cristiane, Formiga e tantas outras que ajudaram a consolidar a modalidade no país.

“A atenção dada ao futebol de mulheres tem aumentado também no Brasil, principalmente desde que os clubes de futebol masculino que disputam os principais torneios nacionais e internacionais passaram a ter a obrigação de manter também times femininos”

– Raphaela Ferro, Pesquisadora sobre a modalidade

Audiência das últimas cinco Copas / Fonte: FIFA / Imagem: Elizabeth Lins

Apesar dos avanços, o desenvolvimento da modalidade ainda acontece de forma desigual. Enquanto alguns clubes investem em estrutura, formação e visibilidade, outros mantêm projetos limitados, dependentes de recursos escassos e sujeitos a cortes. A distância entre o crescimento da popularidade do futebol feminino e as condições oferecidas às atletas continua sendo um dos principais desafios do esporte.

A COPA DO MUNDO CHEGA AO BRASIL

TEXTO-ENTREVISTA

ALGO INTERATIVO QUE EU NAO SEI OQ COLOCAR

PENSAR NESSE CAPITULO FINAL

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