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A primeira edição dos Jogos Paralímpicos de Goiás terá início nesta sexta-feira, em Goiânia. O evento, que dura do dia 26 até 28 de maio, conta com mais de 14 modalidades e é esperado que mais de 200 atletas participem.
Entre as modalidades disputadas estão:
- Natação;
- Atletismo;
- Vôlei sentado;
- Basquete em cadeira de rodas;
- Goalball (praticado por pessoas com deficiência visual);
- Parabadminton;
- Futebol de cegos;
- Futebol de PC (paralisia cerebral);
- Bocha;
- Taekwondo;
- Judô;
- Tênis de mesa e
- Tênis em cadeira de rodas.
O que são os Jogos Paralímpicos de Goiás?

A competição é voltada para os grupos das categorias Escolares (11 a 17 anos) e Universitária (com atletas de instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação), visando selecionar os participantes que irão para a fase nacional. O evento ocorrerá no Centro de Referência Paralímpico, que funciona no Centro de Excelência do Esporte em Goiânia. A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer de Goiás, que está promovendo o evento, busca a inclusão de pessoas com deficiência física, visual e intelectual através do esporte.
A importância do primeiro evento
A estudante da rede estadual, Maria Clara Santos Rossi, de 14 anos, relata estar ansiosa para participar da estreia do evento e que gosta de competir. A jovem, que possui síndrome de Down, está inscrita nas modalidades corrida de 100 metros, corrida de 60 metros e arremesso de pelotas, que entram na categoria de atletismo. A expectativa da atleta é conseguir levar para casa uma medalha de ouro e diz que “adora esporte pra ficar saudável e crescer, criar vida” para si mesma.

Para a mãe da competidora e professora, Ana Geralda Santos, que assistirá os jogos, é importante que “da mesma forma com a qual o Governo do Estado tem incentivado e fomentado a realização dos Jogos Paralímpicos, incentive também e faça acontecer a inclusão“. A educadora também espera que “mais pessoas com deficiência tenham a oportunidade de participar e mostrar para toda a sociedade do que são capazes”.
“Prestigiar esse evento é mais que torcer por um atleta, é vibrar por cada passo que ele dá. É mais que lindo, é emocionante. Me emociono com todos os atletas paralímpicos, e em especial com minha filha Maria Clara, que tem encontrado nos Jogos um meio para demonstrar suas potencialidades e para fazer novos amigos”, declara Ana Geralda.
Visão de um treinador
De acordo com o treinador Marcos Freeday, “os jogos são essenciais para o crescimento do paradesporto no estado de Goiás, dando visibilidade, a própria população irá começar a aprender e interessar no assunto”.
Em 2018, fundou a Associação Paralímpica do Estado de Goiás (ASPAEGO) junto com outros professores, que é “uma associação sem fins lucrativos que trabalha com paratletas de iniciação ao alto rendimento com as modalidades de natação, vôlei sentado, tiro com arco, judô, parabadminton e tênis em cadeira de rodas”.

Marcos iniciou a treinar no paradesporto (modalidades praticadas por pessoas com deficiência) em 2018, ainda na graduação, e trabalha atualmente na Superintendência de Paradesporto e Fomento Esportivo. Atua dando aula de parabadminton, paranatação e futebol de 7 para pessoas com paralisia cerebral.
Ele esclarece que treinar atletas que participam dos jogos exige muito estudo e adaptações que não têm muitas vezes na literatura. Adapta-se de forma subjetiva para cada esporte e todos têm classificações que se encaixam de acordo com a deficiência, para ficar da forma mais igualitária possível.