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A TV UFG passou por grandes transformações estruturais para se consolidar como referência de veículo educativo na região de Goiás

As primeiras televisões educativas e culturais surgiram no final dos anos 60, com o objetivo de levar ao público mais conteúdos culturais e voltados à educação. Uma das primeiras foi a TV Universitária do Recife, cedida à Universidade Federal de Pernambuco, com a finalidade de levar a sala de aula para aquelas pessoas que não têm formação escolar básica.
Nesse sentido, pode-se destacar que a partir deste momento, houve um crescimento na criação de TV ‘s educativas no país. Em Goiás, na intenção de receber a concessão do canal de televisão da UFG, foi criada em 1996 a Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural (RTVE). No ano de 2004, o Ministério das Comunicações requereu à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a mudança técnica do canal de repetidor para emissor, e concedeu a Fundação.
A TV UFG – em parceria com a Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural (RTVE), entrou no ar em 2009 também com os princípios e metas para uma comunicação pública efetiva e democrática. De acordo com a diretora da Fundação, Silvana Coleta, a TV trabalha com uma comunicação pública e promove de forma cuidadosa a cidadania. “Todos os conteúdos são tratados com muito cuidado, com muita verticalidade, com muita preocupação que o telespectador entenda tudo que está sendo divulgado”, afirma.
Além disso, por meio de um convênio com a Agência Goiana de Comunicação, o parque de transmissão da TV UFG foi instalado na mesma torre e espaço físico que é ocupado pela TV Brasil Central (TBC) no Morro do Mendanha, em Goiânia. Em 2017, a emissora estreou em sinal digital e ocupou o canal 15.1 em sinal aberto. A partir disso, a TV conseguiu que as programações, projetos e pesquisas chegassem a mais pessoas.
Ainda na entrevista, Silvana explica que a TV UFG ainda não tem uma estrutura própria. De acordo com ela, a Fundação ocupa o terceiro andar da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas (FACE) e também o primeiro andar do Centro de Eventos, na Sala 1.
UFG: Fundação RTVE / TV UFG, 7 de outubro de 2025. Vídeo: Raniê Solarevisky – BIGOD/UFG
Importância da TV para a comunidade acadêmica
Cenas do antena da TV UFG, localizada no Morro do Mendanha. Imagens feitas e disponibilizadas pela TV UFG.
Silvana expõe que a TV UFG possui um cuidado especial com a produção de conteúdos, uma vez que estes sempre estão atrelados ao respeito à cidadania de cada telespectador. “Além do fato de que todos os conteúdos da TV são tratados com muito cuidado e verticalidade, ainda temos uma grande preocupação em sermos acessíveis com nosso público. Nossas programações possuem tradução em libras, e há também recursos de audio-descrição”, declara Silvana.
A diretora ainda confirma que há uma grande ponte de contato entre os estudantes da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) e a TV educativa, e que isso se torna um ponto essencial para a construção de uma equipe capacitada.
Silvana ressalta também a importância de programas internos dentro da instituição: “Temos a professora Gabriela Marques, que é responsável por manter e nutrir o projeto de intercomunicação, em que os alunos de jornalismo e comunicação social podem atuar de forma mais ativa dentro da TV”.
Por fim, a diretora declara que uma emissora educativa é essencial para o fortalecimento da cidadania no Estado, além de ser acessível para o público cego e de baixa visão. “Nós somos uma TV com muita audiência, isso faz com que nosso zelo com cada aluno e telespectador seja maior ainda”, finaliza Silvana.
Cenas do antena da TV UFG, localizada no Morro do Mendanha. Imagens feitas e disponibilizadas pela TV UFG.
