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CRISTIANO RO ONOWA TSEREMEY WA

O eleitor na épocas digital das eleições

O uso da inteligência artificial em campanhas eleitorais não surgiu com ferramentas como ChatGPT, DeepSeek entre outras I.A conhecidas. Desde de 2010, campanhas políticas já utilizavam algoritmos para analisar dados de eleitores e direcionar mensagens específicas.

Casos como o da Cambridge Analytica, nas eleições norte-americanas de 2016, demonstraram o potencial da análise de dados para influenciar movimentos e comportamentos políticos. Com o avanço da I.A generativa, Algumas campanhas políticas utilizam do algoritmo na presença do ganho de votos atualmente.

A Cambridge Analytica é um empresa de análise de dados tem sua contribuição no time responsável para campanha do republicano Donald Trump nas eleições de 2016, no Estado Unidos. A Cambridge Analytica teria comprado o acesso de informações pessoais de usuários do Facebook e utilizados esses dados na criação de um sistema que premeditava e influenciava os eleitores nas urnas, segundo alguns jornais como The guardian e The New York Times.

O aplicativo foi desenvolvido por Aleksandr Kogan, pesquisador da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Ele já tinha uma pesquisa sobre como deduzir a personalidade e as inclinações políticas das pessoas a partir de seus perfis no Facebook. 

 Os dados incluíam informações das pessoas  como nome, profissão, local de moradia seus gostos e hábitos e sua rede de contatos. Os usuários do aplicativo não faziam ideia de que isso tudo seria usado para ajudar a eleger Donald Trump. 

Para compreender melhor o Assunto, o documentário “Privacidade Hackeada” (2019), 

produzido pela Netflix, apresenta os bastidores do escândalo envolvendo a Cambridge Analytica e mostra como a coleta e o processamento de dados pessoais passaram a desempenhar um papel relevante nas estratégias de comunicação política. 

COMO A I.A CONHECE O ELEITOR?

Antes mesmo de produzir conteúdos personalizados, os algoritmos precisam conhecer o público que desejam atingir. Para isso, plataformas digitais coletam informações sobre hábitos, interesses e comportamentos dos usuários. Esses dados podem ser utilizados para criar perfis detalhados e direcionar mensagens específicas para diferentes grupos de eleitores.

Coleta de dados

A coleta de dados ocorre quando plataformas registram informações sobre a atividade dos usuários, como curtidas, compartilhamentos, pesquisas realizadas e páginas visitadas. Essas informações ajudam a identificar interesses, preferências e comportamentos.

Algoritmos

Os algoritmos analisam grandes volumes de dados para identificar padrões de comportamento. Com isso, conseguem agrupar pessoas com características semelhantes e prever quais conteúdos podem gerar maior engajamento.

Perfilamento de usuários

A partir da análise dos dados, são criados perfis digitais dos usuários. Esses perfis podem indicar interesses políticos, preocupações econômicas, valores pessoais e outros aspectos que ajudam a compreender o comportamento do eleitor.

Segmentação de grupos

Após a criação dos perfis, os usuários são divididos em grupos com características semelhantes. Isso permite que campanhas políticas enviem mensagens específicas para cada segmento, aumentando as chances de engajamento e convencimento.

I.A GENERATIVA E CAMPANHAS MODERNAS

Com o avanço da inteligência artificial generativa, as estratégias de campanha passaram a ir além da análise de dados. Hoje, ferramentas de IA são capazes de criar conteúdos políticos de forma rápida e personalizada para diferentes públicos.

Couteúdo gerado por i.a
Imagem Gerada Por Inteligência Artificial.

Entre os recursos disponíveis estão a criação de textos para redes sociais, imagens de divulgação, vídeos e até mesmo bots em chat de conversa capazes de interagir com eleitores. Essas ferramentas permitem que campanhas produzam um grande volume de conteúdo em menos tempo e com menor custo.

Além da velocidade, a I.A também possibilita a personalização das mensagens. A partir de dados e perfis previamente identificados, diferentes grupos podem receber conteúdos adaptados aos seus interesses, aumentando o potencial de alcance e engajamento das campanhas nas plataformas digitais.

Apesar das vantagens para a comunicação política, o uso dessas tecnologias também levanta preocupações. A mesma inteligência artificial capaz de criar materiais de campanha pode ser utilizada para produzir conteúdos enganosos, como imagens, áudios e vídeos manipulados, conhecidos como deepfakes.

Deepfakes e desinformação: os riscos da IA nas eleições

  • O avanço da inteligência artificial generativa trouxe novas possibilidades para a comunicação política, mas também abriu espaço para a disseminação de conteúdos falsos. Entre os exemplos mais preocupantes estão os deepfakes, vídeos, imagens e áudios manipulados digitalmente para simular falas e ações de pessoas reais.
  • Durante períodos eleitorais, esse tipo de conteúdo pode ser utilizado para espalhar informações enganosas, prejudicar candidatos ou influenciar a percepção dos eleitores sobre determinados acontecimentos. A facilidade de produção e compartilhamento desses materiais nas redes sociais aumenta os desafios para a verificação das informações e para o combate à desinformação.
  • Embora nem todo conteúdo gerado por inteligência artificial seja falso ou prejudicial, especialistas alertam para a necessidade de desenvolver mecanismos de identificação e educação midiática que auxiliem os cidadãos a reconhecer possíveis manipulações digitais.

A I.A INFLUENCIA O VOTO?

O uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais evoluiu rapidamente nos últimos anos. Da análise de dados à criação de conteúdos personalizados, a tecnologia passou a ocupar um papel cada vez mais relevante na comunicação política. A linha do tempo abaixo destaca alguns dos principais acontecimentos dessa transformação.

2016 Cambridge Analytica.

2018 Escândalo é revelado.

2022 Popularização das IAs generativas.

2024 Crescimento do debate sobre IA nas eleições.

2026 Novos desafios para a democracia digital.

Embora ofereça novas possibilidades para campanhas políticas, a inteligência artificial também levanta debates sobre desinformação, transparência e ética.

PONTOS PRINCIPAIS:

Vantagens

  • Maior alcance das campanhas.
  • Mensagens personalizadas.
  • Produção rápida de conteúdo.

Desafios

  • Desinformação.
  • Deepfakes.
  • Manipulação de informações.

A inteligência artificial tem transformado a forma como campanhas políticas se comunicam com os eleitores. Embora ofereça novas possibilidades para a produção e divulgação de conteúdos, seu uso também levanta preocupações relacionadas à desinformação e à manipulação digital. Dessa forma, compreender os impactos dessas tecnologias tornou-se essencial para analisar o futuro das eleições na era digital.

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