- Mobilização nas redes sociais para o fim da escala 6×1 - 15 de junho de 2026
Atualmente uma das ferramentas mais importantes que temos para a disseminação de informação é as redes sociais, partindo disso, é quase inevitavél a utilização desse meio como uma ferramenta para promover mobilização a assuntos que são de necessidade para a sociedade, sendo algo que ocorreu no processo da resistência para o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho, um de folga).
O movimento Vida Além do Trabalho (VAT) criado por Rick Azevedo, é um grupo que surgiu nas redes sociais e se tornou de grande importância para a construção dessa mobilização, trazendo em seus post informações do porquê seria importante para a sociedade como um todo uma escala de trabalho reduzida, além de também tentar combater a desinformação acerca desse tema.
A pressão que esse grupo acabou gerando nas redes sociais, foi de suma importância para que se votasse uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) onde a escala 5×2 (cinco dias de trabalho, dois de folga) substituísse a 6×1. A proposta foi aprovada na votação realizada na Camâra dos Deputados, seguindo para a votação do Senado.

No momento em que a PEC estava sendo votada na Camâra, a pressão que acontecia nas redes socias, incentivava que a sociedade cobrasse assiduamente os deputados para que ela fosse votada de maneira que favorecesse a classe trabalhadora, fazendo assim que muitos deputados que eram contra a essa mudança da escala, se tornassem a favor, muitos motivados pela possibilidade da perda de votos em uma próxima eleição. Após essa PEC tramitar para o Senado, a pressão que antes que caía sobre os deputados, partiu para os senadores, causando tal comoção em que os senadores contrários a essas mudanças reclamam da mobilização que acontece nas redes, onde além de serem cobrados para a aprovação da PEC, as pessoas questionam seus privilégios.
Analisando todo esse contexto dentro da teoria crítica que tem como sua base a emancipação do ser humano partindo do esclarecimento, apontando pontos onde se tem uma dominação de uma classe e maneiras pelas quais se poderiam se emancipar desse contexto. Gerando na sociedade uma autoreflexão, objetivando que a sociedade se torne mais racional, entendendo como nesse caso uma escala de trabalho exaustiva pode ser prejudicial a eles e como isso se torna uma exploração, onde quase não se tem um bom descanso ou um tempo para ter um tempo de lazer.
Apesar da teoria crítica não entender a internet como um local ideal para um debate, por ter a tese de que as redes sociais poderiam ser uma meio para moldar a sociedade a um determinado contexto que por sua vez pode ser prejudicial a emancipação do ser humano. Mas é notavél a relevância que as redes sociais tiveram nesse contexto, foi um dos pontos principais para que se ouvisse a vontade dos trabalhadores e para que eles podessem cobrar dos políticos uma melhora para suas vidas. E o uso das redes socias gerou por sua vez deu liberdade para que a sociedade possam lutar por seus direitos.
Referências
SOUZA, Thiago. Escola de Frankfurt. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/escola-de-frankfurt/. Acesso em: 13 jun. 2026
CARNEIRO, Júlia. MORAES, Rosana. CABRAL, Rosimere. A ação cultural e a apropriação da informação sob a perspectiva da teoria crítica. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, 2024. Disponível em: https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/1983/1493. Acesso em: 13 jun. 2026
