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Quando pensamos em ciência, nosso primeiro impulso é relacioná-la a homens. Cientistas são os pesquisadores que nos foram apresentados na educação infantil. Não é comum associar a pesquisa a mulheres, pois não nos era apresentado como uma oportunidade. Mas, essa realidade está sendo mudada, e cada vez mais, mulheres dominam o cenário de pesquisa no Brasil e no Mundo.
Em 2015, a Assembleia das Nações Unidas instituiu que no dia 11 de fevereiro seria comemorado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, para reforçar a presença feminina no espaço de pesquisa. Desde então, com o apoio da UNESCO e da ONU Mulheres, são realizados anualmente diversos eventos de incentivo a presença de mulheres no ambiente de pesquisa.
Para entender o cenário científico feminino no Brasil e como é a rotina de uma pesquisadora, a equipe do LabNoticias conversou com, técnica em Engenharia Elétrica e estudante de Engenharia de Computação.

Lab Notícias: Para começar, apresente-se para os leitores do LabNoticias:
Samara Chaves: Sou a Samara, tenho 19 anos, sou técnica em eletrotécnica e curso Engenharia de Computação. Ainda não iniciei em alguma área de pesquisa, mas tenho vontade de seguir adiante na área de desenvolvimento de hardware ou na engenharia elétrica.
Como foi sua história com a engenharia? Quando você decidiu que seguiria com isso para a vida?
Samara Chaves: Sempre fui apaixonada por astronomia desde criança, e isso me incentivou a buscar canais no YouTube que falavam sobre várias áreas da ciência, como o Ciência Todo Dia, Manual do Mundo e etc, desde então, isso foi me inspirando a querer seguir nessa área da ciência.
Quanto à pesquisa, você pondera seguir na carreira acadêmica? Tem alguma área que chame seu interesse?
Samara Chaves: Ainda não tive contato com a pesquisa em si, mas durante o ano anterior tive duas matérias muito interessantes que me motivaram a seguir na área da pesquisa, são elas: introdução a computação, onde tivemos um projeto de extensão que era gravar vídeos para leigos em programação entenderem o básico de cada linguagem; e laboratório de introdução a computação, onde fizemos uma estação meteorológica e então, o professor sugeriu de apresentarmos o projeto no PUC Aberta, sendo um espaço onde mostramos nossos projetos desenvolvidos para adolescentes que estão ingressando na faculdade.
Na sua área, qual foi seu projeto favorito até o momento?
Samara Chaves: Meu projeto favorito foi o da estação meteorológica, e fiquei muito interessada em um projeto que era um óculos para impedir as pessoas de cochilarem no trânsito, mas infelizmente, devido a tempo, ainda não conseguimos investir o suficiente para a execução desse projeto.
No cenário brasileiro atual, você acredita que o negacionismo prejudica o desenvolvimento cientifico?
Samara Chaves: Com certeza. Com as fake news propagadas principalmente com relação à covid-19, muitas pessoas deixaram de se vacinar e também deixaram de acreditar na ciência. Se for um adulto e tiver filhos que esse adulto não deixou o filho vacinar, talvez o filho possa crescer não valorizando a ciência e as pesquisas do nosso país.
Onze de fevereiro é o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência. Você teve referências femininas dentro da sua carreira?
Samara Chaves: Sim! A primeira programadora, Ada Lovelace é uma das minhas maiores inspirações.
Caso, sim, você sente que ter mulheres como referência te ajuda a ver mais oportunidades no ambiente acadêmico?
Samara Chaves: Ajuda muito, na verdade. É muito inspirador abrir o TikTok, Instagram ou YouTube e ver uma mulher na NASA ou em algum projeto de pesquisa e ela está compartilhando o seu dia a dia como pesquisadora.
Acredita que a presença feminina no meio científico tende a crescer?
Samara Chaves: Sinceramente, cada dia mais vejo mais meninas seguindo áreas até então “masculinas” e espero que continue assim, pois a representatividade feminina é muito importante na pesquisa e na ciência.
Como também é dia das meninas, você tem algum conselho para aquelas que planejam seguir na ciência?
Samara Chaves: Se é o seu sonho, não desista. independente de você ser a única menina na turma, que sei que não é muito confortável, ou de ter algum professor fazendo uma piadinha machista, você é muito maior que isso, e tenho certeza que será uma ótima pesquisadora!
