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A iniciativa, da Secretaria de Estado da Retomada e do Sesc-GO, está em sua segunda edição e busca fomentar o cenário artístico goiano com várias atrações culturais ao redor de Goiás. A entrada para a exposição é gratuita e conta com obras de diversos novos artistas goianos, que foram selecionados via edital público.
Os artistas presentes nessa exposição vão ocupar a Grande Sala da Vila com suas obras. Um desses artistas escolhidos é artista visual e fotógrafa publicitária Iasmim Kudo, que apresenta diversas fotografias com o tema “Como eu te vejo, como você me vê”.
LN: A exposição “Como eu te vejo, como você me vê” busca retratar a violência contra as mulheres por meio de fotografias. Qual seria a importância, principalmente neste espaço da Vila Cultural, em ter um tema tão sensível como ponto central durante essa exposição?
IK: A violência contra a mulher vem sendo cada vez mais discutida em diferentes espaços sociais, por isso é necessário instigar, refletir e contextualizar esse assunto tão sensível em nuances para além da escrita. As imagens possuem a capacidade de documentar e capturar diferentes elos para essa importante ponderação, por isso o ponto crucial dessa exposição é o resgate dessa narrativa agoniante em que se usa fotografias e emoções para resgatar as individualidades dessas mulheres fotografadas, ao mesmo tempo que demonstra a realidade de tantas outras.
Como foi esse processo de criação e execução das obras da exposição de “Como eu te vejo, como você me vê”?
Ao escolher esse tema para fotografar, busquei mostrar a visão da violência como algo silencioso e que nem sempre produz resultados aparentes e que não chega a ser percebida ou relatada por muitas vítimas, então mostrar essa violência usando símbolos e elementos como corrente, cordas, panos e maquiagem, foi um método para retrata as dores dessas mulheres, com diferentes idades e classes sociais, que já foram vítimas dessa violência física e psicológica. a obra tem como objetivo demonstrar o quanto a violência silenciosa e invisível é devastadora.
Como o uso da fotografia te ajudou a mostrar a realidade de tantas mulheres vítimas de violência verbal e física?
Como uma mulher e fotógrafa, meu objetivo sempre foi dar um espaço e enaltecer a luta feminina, transformando experiências ruins em imagens. As fotografias possuem o poder de dar visibilidade e enaltecer diversas lutas ao conseguir falar e transmitir emoções através de imagens. Por isso, é importante ter e compartilhar essa conscientização cultural sobre a violência contra a mulher como uma forma de construção de um pensamento crítico, e que aos poucos podem mudar a realidade dessas situações terríveis.
A exposição na Vila Cultural Cora Coralina foi prorrogada até esta sexta-feira (03/02). Você possui outros projetos em mente ou em andamento?
Ano passado fiz o lançamento do meu livro “Reflete Em Mim”, que também retrata, por meio de fotografias, a violência contra as mulheres em suas mais diversas formas. E no começo desse ano houve a exposição desse mesmo livro, também na Vila Cultural Cora Coralina e organizada pela Claque Retomada Cultural.
Ademais, além da artista Iasmim Kudo, a exposição teve outros artistas como: “Artes visuais e técnicas com interação tecnológica no contexto contemporâneo”, de Glaucon Jhony; “Tintas que retratam o Cerrado”, de Mari Souza; “Sonhos, santos, Orixás e sensações”, de Lina Ferreira; “Pop Art – uma releitura de ícones goianos”, de Victor Queiroz; “Fuga”, de Deusmar Rodrigues”; “A arte pulsante da periferia”, de Allan Douglas; “Art Decó: Olhares”, de Nelson Santos; “Totem da Cultura”, Sérgio Jorge; “Pra ver as cores é preciso enxergar o cerrado com outros olhos – Flores do Cerrado”, de Solange de Souza; “Universos Imaginários”, de Franklyn Rodrigues e “Exposição de Colagem”, de Geo Moura.
