- O Impacto do Incentivo ao Esporte no Câmpus Samambaia - 15 de abril de 2026
Por uma rotina que integra saúde mental e física, a UFG oferece espaços esportivos que buscam democratizar o acesso ao bem-estar, mas estudantes apontam a necessidade de maior investimento.

A Universidade Federal de Goiás, UFG, dispõe de diferentes ambientes para o esporte, vinculados à Faculdade de Educação Física e Dança. Atualmente, a Universidade oferece o Serviço de Lazer e Esportes, que diz respeito a Resolução – CONSUNI Nº 44/2017, que institui a Política de Assistência Social Estudantil (PASE) da Universidade Federal de Goiás.
O Centro de Esportes é um espaço que busca atender aos alunos da Universidade, principalmente os de baixa renda vinculados aos serviços oferecidos pela PRAE, e que, em determinados horários, também serve de apoio para um conjunto de disciplinas ofertadas pela Faculdade de Educação Física e Dança. O Centro é composto de academia e uma quadra poliesportiva, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, estrategicamente localizado ao lado da Casa do Estudante 5 (CEU V) no Câmpus Samambaia.

Para frequentar o Centro, é preciso agendar previamente, a fim de que o espaço não se comprometa com lotação. Os agendamentos devem ser feitos com antecedência de 2 dias úteis, em horário comercial. Além disso, é possível realizar eventos estudantis nesse espaço, geralmente utilizado pelas atléticas, com agendamento prévio, com 30 dias de antecedência.
O estudante Antônio Rodrigues frequenta o centro de treinamento, por ser um estudante de baixa renda, aproveita a oportunidade da academia gratuita e se prepara para campeonatos também oferecidos pela Universidade, como os Jogos que ocorrem no Inter. Antônio afirma que a estrutura do ginásio é de qualidade, com um amplo espaço, porém que muitos dos aparelhos estão em manutenção, o que prejudica os frequentadores. “É bastante útil, especialmente para alunos de baixa renda e até mesmo em se tratando da questão de praticidade, por exemplo eu tenho aula pela manhã e estágio a tarde no Campus Samambaia, uns 5 minutos de caminhada estou na academia e posso fazer meu treino e ir para casa”, acrescenta.
Os espaços esportivos da Universidade também são utilizados pelas atléticas, que promovem treinos para os estudantes dos cursos que as integram. Geralmente o valor do treino é dividido entre os estudantes, o que proporciona um baixo custo para os atletas. A estudante Lara Cunha frequenta os espaços de treino através das atléticas desde 2013, quando iniciou sua primeira graduação. A estudante afirma que a oportunidade de atividades físicas dentro da Universidade melhorou não só sua saúde física, como também sua vida social, “Eu era bastante sedentária e o sentimento de inclusão quando você está inserido num ambiente esportivo é muito maior do que em qualquer outro. Quando você está em um time, você trabalha junto com outras pessoas por um bem maior. Esse sentimento me tomou muito”, afirma.
Lara complementa o valor das atléticas na promoção da atividade física e a necessidade de maior incentivo da Universidade, “Vejo o papel principalmente das Atléticas da UFG na promoção dos esportes. São associações independentes, feitas por e para alunos, que organizam treinos, times, campeonatos e promovem todo tipo de treinos, em diferentes modalidades para os alunos, muitas vezes de graça ou com baixo custo. A faculdade deveria valorizar muito mais o esporte universitário nesse aspecto facilitando acesso às quadras, fazendo parcerias, oferecendo materiais esportivos, oferecendo aos alunos da Faculdade de Educação Física e Dança, a oportunidade de treinar essas atléticas, como forma de extensão, enfim, acredito que a UFG poderia fazer muito mais nesse viés.”, pontua a estudante.

O profissional de educação física Pedro Ribeiro fala sobre a importância do exercício físico para os estudantes e a Universidade como agente que fomenta essas atividades, “a gente sabe que a rotina acadêmica é exaustiva e o sedentarismo acaba sendo um vizinho incômodo para o estudante; por isso, ter a estrutura de treino integrada ao campus é um divisor de águas: quando a universidade encurta a distância entre a sala de aula e a academia, ela transforma o exercício de uma ‘obrigação logística’ em um hábito natural, garantindo que esse jovem cuide da saúde mental e do corpo sem precisar sacrificar o pouco tempo de descanso que resta.”, afirma.
