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O isolamento social agravou diversos problemas como a grande crise econômica brasileira.

A Organização das Nações Unidas divulgou no ano de 2022 a volta do Brasil ao mapa da fome, apontando a insegurança alimentar como a principal preocupação de milhões de pessoas. Logo, muitas famílias abandonaram na rua seus companheiros de longa data e até mesmo se mudaram de cidade sem eles.

Lara Paranaguá, uma das diretoras do Abrigo dos Animais Refugados, declara que as dívidas da ONG já ultrapassam 150.000,00 reais em uma clínica parceira e que, durante o período mais crítico da pandemia, as doações não paravam de diminuir. 

Os números de abandono, de casos, nesse período foram muito grandes. No nosso direct do Instagram, por dia, no mínimo tinha uns 10 pedidos de resgates diferentes. 

Lara Paranaguá

Procuraram muitas vezes as autoridades e não obtiverem respostas. Até o momento da publicação desta matéria, a Prefeitura de Goiânia também não se posicionou e não retornou nenhuma das tentativas de contato através das redes sociais e do e-mail da assessoria.

Voltando à programação normal, Lara afirma que as feiras de adoção já estão acontecendo novamente e que os animais que cresceram durante meses no abrigo estão recebendo novos lares. 

Entretanto, a associação Ampara Animal ouviu ao menos 530 abrigos pelo país e evidencia que o aumento absurdo nos casos de abandono não aconteceu somente na região central, visto que segundo a organização, o resgate de cães e gatos subiu cerca de 70% por todo o território, ou seja, há outros locais que provavelmente permanecem ainda em condições lamentáveis.

Sobrevivendo com a ajuda dos voluntários e com as doações recebidas por meio do Instagram, o Abrigo dos Animais Refugados está lotado com 200 animais vítimas do abandono e de maus tratos, mas a direção torce para que a situação continue melhorando.

Fotos: Abrigo dos Animais Refugados

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