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Com a retomada das aulas presenciais na UFG, grande parte dos estudantes voltou a usufruir do transporte público que atende a instituição. O grande problema, porém, são as condições dos ônibus, marcadas pela superlotação.
“São pessoas em cima de pessoas para conseguirem se encaixar nesses transportes”, é o que aponta o estudante do curso de Jornalismo, Fábio Prado, sobre o excedente volume de passageiros em horário de pico nos pontos do Campus Samambaia. Ainda que não sejam os atrasos o contratempo, a sobrecarga dos transportes coletivos faz com que estudantes como Fábio tenham que sair mais cedo de casa, já que existe a possibilidade de perderem o ônibus. Assim, o estudante afirma acordar às 5h para conseguir chegar à aula das 8h sem risco de atraso, já que, em algumas vezes, “[…] o ônibus nem para” em virtude da superlotação.
Embora sejam comuns as reclamações de atraso, não é o foco da vez. Quanto a isso, há pontos positivos, incluindo o acompanhamento em tempo real das linhas do transporte coletivo e a previsão de chegada do próximo da frota pelo aplicativo SimRmtc, da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) – órgão responsável pelo gerenciamento desse tipo de veículo em Goiânia. Entretanto, a grande reclamação dos estudantes é acerca do número baixo de ônibus por linha, considerando a quantidade de passageiros.
“Recentemente, foi implementada uma nova frota de ônibus mais confortável, porém ainda em condições precárias, justamente pela superlotação. Em horário de pico, é muito desconfortável porque o transporte já está lotado de um jeito desumano.” É o que diz Fábio Prado, um dos muitos estudantes goianos que dependem do transporte público diariamente.

Reclamações
O Diretório Central dos Estudantes (DCE), entidade representativa que assegura voz aos estudantes quanto às questões de reivindicação, publicou em suas redes sociais um vídeo, no dia 30 de maio, relatando as condições do transporte público dos alunos. Nos comentários, assim como o entrevistado acima, estudantes declaram como possíveis soluções o aumento do fluxo de ônibus por linhas.
Ainda que não seja em um “estalar de dedos”, a criação de uma política pública que potencialize a logística desses transportes pode ser uma medida eficaz, já que, como o estudante de Jornalismo aponta, o transporte coletivo é um meio que não tem data de validade de uso. Pelo contrário, é usado por grande parte da população, todos os dias.
A CMTC foi contatada e o assunto foi direcionado ao setor responsável. Até o momento da postagem, não há ainda o pronunciamento oficial da instituição sobre os problemas apontados.

Excelente notícia Lara, parabéns ????