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Empresas como a Cooper-Rubi e a Uruaçu Açúcar e Álcool vêm ganhando a atenção dos migrantes que vêm ao Estado com suas ofertas de empregos

De acordo com o senso demográfico, realizado em 2010, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 35,4% da população brasileira não reside no município onde nasceu. Em Goiás, as cidades de Rubiataba e Uruaçu ficam em evidência quando o assunto é o fluxo migratório, devido às suas indústrias e usinas, as quais oferecem mais ofertas de emprego, atraindo muitas pessoas de fora do Estado para buscar esses trabalhos.
Josenildo Neto, encarregado do faturamento na Uruaçu Açúcar e Álcool, natural de Timbaúba-PE, é um dos diversos exemplos de pessoas que vieram para uma das cidades citadas nessa notícia. Segundo ele, que já reside em Goiás há cinco anos e veio por ter familiares que já estavam na unidade federativa, apesar de ter coletado boas opiniões sobre o estado anteriormente, “a adaptação foi um pouco complicada, principalmente por fatores culturais e climáticos”, mas nos tempos contemporâneos, Josenildo já se sente como um devido morador na cidade de Uruaçu-GO.
Antônio Rufino, supervisor de transporte na Cooper-Rubi, natural de Aliança-PE, mora em Rubiataba-GO há cerca de doze anos e veio com a irmã e o marido dela. De acordo com ele, “a adaptação foi tranquila e o convívio com o pessoal nativo não ocasionou problemas”, visto que as pessoas o queriam por perto quase sempre, e muito por conta do seu sotaque “diferente” dos empregados da usina.
Entretanto, Layne Vasconcellos, natural de Cajueiro-AL e atual analista de laboratório, relata que é vítima de xenofobia de forma recorrente, e que já escutou frases como “Vocês só vem pra cá para roubar os nossos empregos!” e “Tem comidas de vocês que não dá para a gente comer” ao longo de sua vivência em Rubiataba-GO. Motivada a sair de Alagoas por conta do desemprego e buscando melhor qualidade de vida, veio com os pais para Goiás por recomendações de outros colegas que traçaram o mesmo caminho e, apesar da situação xenofóbica, fez bons amigos durante sua jornada e está morando há seis anos no Estado.
Paulo Roberto, residente de Rubiataba-GO e ex-funcionário da Cooper-Rubi, diz que, com ele, “a relação com os migrantes sempre foi saudável”, alegando que essas pessoas estavam vindo para agregar mais benefícios e credibilidade para a usina. Paulo ainda relata que os migrantes, em geral, “são muito educados e comprometidos com suas respectivas funções”, além de nunca ter escutado ninguém reclamar deles, ao menos, durante seu período na empresa, a qual gera, na época do “pico” da safra, mais de mil empregos diretos.

Muito boa reportagem!!
Ótima reportagem. Muito bem escrita