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Depois de 2 anos de baixa durante a pandemia, média voltou a crescer

Foto: SECOM UFG
O número médio de alunos PcD’s ingressantes na Universidade Federal de Goiás cresceu em 2022 de 80 para 110. Após 2 anos de baixa e grande taxa de evasão, o Núcleo de Acessibilidade da UFG afirmou que em 2022 a média desses alunos que entram pelo SISU (Sistema de Seleção Unificada) voltou a crescer devido à normalização da pandemia de Covid-19.
Para a Diretora do Núcleo, Ana Claudia Antonio Maranhão, os desafios enfrentados durante a pandemia e o ensino remoto emergencial influenciaram muito na queda dessa média. Para ela, a volta do ensino presencial é uma grande vitória para a integração de pessoas deficientes na universidade.
“Existe na universidade, hoje, um serviço de atendimento para as pessoas com deficiência já bastante estruturado, portanto esse número só tende a crescer. Infelizmente durante a pandemia, como todo mundo sentiu em diferentes lugares, tivemos sim uma redução no número de pessoas, mas somente por essa instabilidade” – afirmou Ana Claudia.

Foto: Pixabay
Embora toda essa estrutura fornecida pelo Núcleo de Acessibilidade, alunos deficientes têm tido problemas com materiais de estudo adaptado e com os prédios arquitetonicamente não adaptados. Para Pedro Paulo Lemes e Ana Beatriz Coelho, estudantes de jornalismo e portadores de deficiência visual, o campus não é nada adaptado para pessoas como eles e os materiais dependem dos professores, os quais não têm nenhum tipo de formação para lidar com PcD’s.
“Sobre o campus samambaia, é terrível, são poucos os lugares com indicações de caminho, o que dificulta para chegar nos lugares sozinho, do nada me deparo com mato, degrau e canteiro de planta, além de tudo ser muito longe. As salas não têm sinalização para cegos, mas dentro dos centros acadêmicos dá pra se achar com um pouco de esforço”- afirma Pedro Paulo.
Quando questionado sobre esses impasses relatados pelos discentes, o Núcleo de Acessibilidade diz ter consciência sobre esses problemas e que procura resolvê-los o quanto antes.
“Nós temos a consciência que nossas melhoras devem ser focadas na acessibilidade arquitetônica, na instalação de mais indicações e centros acadêmicos mais adaptados, e além disso na acessibilidade atitudinal, pois por mais que seja conversado e dialogado, a sociedade é preconceituosa com os portadores de deficiência, e isso não é diferente dentro da universidade.”- adicionou Ana Claudia
A UFG conta hoje com mais de 17 mil estudantes e apenas 378 portadores de deficiência que ingressaram pelo SISU com cotas e por outros meios de acesso à universidade.

Parabéns, meu filho! Orgulhoso de você. Continue compromissado e será um grande profissional.