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Imagem de Gerd Altmann por Pixabay.

A Universidade Federal de Goiás informa e orienta sobre o contato com os macacos que habitam no Campus

O Estado de Goiás já registrou 142 casos suspeitos de varíola dos macacos e na capital goiana já foram confirmados 31 casos da doença, de acordo com o boletim publicado no dia 5 de agosto pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás. O surto da varíola em Goiás preocupa os estudantes e frequentadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) desde o aparecimento da doença no início de julho de 2022.

Dado que a UFG é lar de vários macacos que habitam o Campus, a chegada da doença em Goiânia, provocou medo nos Estudantes da UFG pela crença de que os macacos são os transmissores da doença, teoria gerada pela falta de informação e a má interpretação entre o nome atribuído à doença e aos seus transmissores. 

Ana Júlia da Cruz Costa, estudante de Jornalismo na UFG e Mariana Paiva Machado Martins de Araújo, estudante de Ciência Ambientais, frequentadoras do Campus Samambaia, discorrem que antes de possuírem alguma informação ou ler algo a respeito sobre a doença, acreditavam que os macacos eram os transmissores da doença e acreditam que muitas pessoas, incluindo frequentadores da universidade, possam ter o mesmo pensamento.

Ambas as estudantes citam que medidas de prevenção já devem ser tomadas, reforçando que não é um exagero seguir adiante com os protocolos da Covid-19, que ainda assola a população mundial durante o surto da varíola dos macacos.

A própria UFG, através de suas redes sociais informou toda a comunidade universitária sobre o vírus monkeypox, advertindo sobre a necessidade de atenção sobre os sintomas e os métodos de prevenção da doença, reforçando que os macacos que habitam o Campus não transmitem a doença.

Foto: Amadeus Pamplona Oliveira

Varíola dos Macacos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a varíola dos macacos é uma zoonose viral causada pelo vírus monkeypox, que pertence ao gênero orthopoxvirus. A doença recebe esse nome pois o vírus foi encontrado primeiramente em macacos de laboratório por volta dos anos 50, mas os animais não são considerados os causadores da doença. 

A enfermeira Marta Alexandrina de Almeida Santos, profissional da área da saúde há 32 anos, adverte que não há relação entre os macacos e a doença atualmente, reforçando que ela é transmitida pelo contato entre os humanos.

Sintomas e transmissão
Os portadores da doença em sua maior parte apresentam pústulas na pele de forma aguda, febre, linfonodos inchados, calafrios, dores musculares e dores de cabeça, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. A transmissão ocorre pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele, como pela saliva, abraço, secreções respiratórias e relações sexuais.

Vacina

De acordo com a OMS, a vacina tradicional da varíola é eficaz contra a varíola dos macacos, porém, como a vacinação da varíola foi interrompida na década de 50, pessoas com menos de 50 anos são mais propensas à contaminação pela varíola dos macacos. No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou, no final de julho, a criação de um Centro de Operações em Emergências, para vacinação em duas doses da varíola dos macacos.

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